Gibis de Verão
A Noite Mais Densa
A Noite Mais Densa

Eu gosto de Geoff Johns e costumo elogiá-lo, mas não dá pra fingir: A Noite Mais Densa prometia, mas revelou-se profunda feito um pires. A minissérie alterna edições interessantes com outras em que absolutamente NADA importante acontece. Confesso que acompanho no automático, porque é frustrante ver a caprichada arte de Ivan Reis ilustrar um texto tão fraco.
A Noite Mais Densa só engrena de verdade na revista do Lanterna Verde. É nela que estão as boas ideias e os desdobramentos mais significativos, com Johns escrevendo com bem mais garra que na mini, embora o filé seja o trabalho de outro escritor, cujo talento é mais perceptível a cada nova edição: Peter Tomasi escreve uma Tropa dos Lanternas Verdes empolgante e grandiosa, com ação e emoção dignos de um desenhista melhor que Patrick Gleason, que não chega a ser ruim, mas tampouco se destaca. Doug Mahnke (cujo estilo aos poucos se distancia daquele que Gleason aprendeu a emular) também é um substituto à altura para Ivan Reis: menos espetaculoso, mas dramático e dinâmico. Só não gosto do seu Larfleeze de focinho curto.
As minis relacionadas a outros personagens podem ser assim resumidas: gente morta volta para assombrar os heróis, eles sofrem um pouquinho, mas, vencem no final. Nada mais que valha a pena ser dito, exceto que o trabalho de J.T. Krul com os Novos Titãs merece ser acompanhado. Espero que a Panini se anime a publicar sua fase em Universo DC, uma vez que a série deixou tantos órfãos, com o fim de sua revista própria, no ano passado.
A Noite Mais Densa só engrena de verdade na revista do Lanterna Verde. É nela que estão as boas ideias e os desdobramentos mais significativos, com Johns escrevendo com bem mais garra que na mini, embora o filé seja o trabalho de outro escritor, cujo talento é mais perceptível a cada nova edição: Peter Tomasi escreve uma Tropa dos Lanternas Verdes empolgante e grandiosa, com ação e emoção dignos de um desenhista melhor que Patrick Gleason, que não chega a ser ruim, mas tampouco se destaca. Doug Mahnke (cujo estilo aos poucos se distancia daquele que Gleason aprendeu a emular) também é um substituto à altura para Ivan Reis: menos espetaculoso, mas dramático e dinâmico. Só não gosto do seu Larfleeze de focinho curto.
As minis relacionadas a outros personagens podem ser assim resumidas: gente morta volta para assombrar os heróis, eles sofrem um pouquinho, mas, vencem no final. Nada mais que valha a pena ser dito, exceto que o trabalho de J.T. Krul com os Novos Titãs merece ser acompanhado. Espero que a Panini se anime a publicar sua fase em Universo DC, uma vez que a série deixou tantos órfãos, com o fim de sua revista própria, no ano passado.
Jonah Hex, Vol. 1 e 2

Hesitei por algum tempo em adquirir estes encadernados de Jonah Hex, mas foram tantos os elogios que acabei cedendo à oportunidade na segunda edição. Justin Gray e Jimmy Palmiotti são um fiasco escrevendo super-heróis, mas parecem ter encontrado um estilo e um personagem que casam bem com suas ideias. As tramas que escrevem para Jonah Hex são ágeis e sangrentas, sem desperdício de diálogos - HQ pra macho, se você me permite o lampejo de sexismo. Incrível como eles conseguem pegar histórias que são, basicamente, variações do mesmo tema e torná-las únicas. A personalidade de Hex, com seu inabalável (ainda que questionável) senso de dever e justiça, está muito bem construída e não se trai em momento algum. A Panini fez bem em não desperdiçar este belo material, publicando-o em revistas de linha. O tratamento gráfico e o preço (R$ 14,90) são convidativos e a série deve estar fazendo sucesso, já que está com o terceiro volume engatilhado para este mês. Uma bela surpresa e uma leitura altamente recomendada.
Powers

Eu não comprei Powers, nem vou comprar - pelo menos, não pelos R$ 100 pedidos na capa. Estou usando-a para questionar a política editorial da Panini, que se apodera de materiais ansiosamente aguardado pelos leitores e anunciam com alarde seu lançamento (geralmente, ainda protelado por alguns meses) e, quando finalmente o faz, é num formato pouco convidativo como este: um tijolo em capa dura de 400 páginas, sendo que mais de 100 delas são de extras. Fazendo um paralelo com a semelhante iniciativa adotada em A Liga Extraordinária, há que se dizer: Alan Moore é, por assim dizer, Grande Arte, enquanto Brian Michael Bendis é, no máximo, um feijão-com-arroz saboroso. Sim, muita gente gosta mais de feijão-com-arroz do que de Grande Arte, mas dois encadernados com capa cartão e menos extras (ou um só, sem os extras) aumentariam as chances de sucesso da série. Quando estiver custando algo em torno de R$ 50, talvez eu me anime.
3 comentários:
Entra ano, sai ano, a gente ainda se sente atraido por esses megaeventos,que invariavelmente nos decepciona. Bom saber que não sou o único a ler no automático essa Noite Mais Densa.
Jonah Hex perdi o 1º e desanimei. Quem sabe numa futura encomenda? O preço tá legal mesmo.
E eu também não comprarei Powers. Engraçado, eles justificam dizendo que é pro público de livrarias, como se se fosse lançado em formato mais simples, esse público não se interessaria. Uma coisa eu sei, esse formato afasta público de bancas e boa parte do de livrarias, e um mais simples e barato atrai os dois.
O título da Tropa é injustiçado, cara... O trabalho do Peter Tomasi é bem superior ao do Geoff Johns, mas só o segundo recebe os louros.
Jonah Hex é um dos melhores materiais que saiu no ano passado. Também não esperava muito, mas o preço e o histórico do Hex falaram mais alto.
Sobre Powers, é aquela discussão que a gente já teve algumas vezes. Não dá pra saber o que passa na cabeça desses editores. Acho que se a série do Bendis saísse no formato de Jonah Hex seria bem mais rentável pra eles e pra nós. O complicado é que os caras não divulgam números de tiragem, de vendas, aí a gente nem pode dar um parecer concreto sobre isso. Aí lasca pra gente. =D
Todos sabemos que gibi é coisa de criança, mas um exemplar de POWERS custando 100 reais é coisa de moleque mimado e riquinho.
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