Faz muito tempo desde a última vez em que fiz um "resumo da ópera" da minha pasta de mp3, que cresce e encolhe ao sabor de minhas descobertas, redescobertas, cismas e arrependimentos. Hoje, quando escrevo este texto, ela soma 1.205 CDs.
Obviamente, eu baixo muito mais coisa do que consigo ouvir, o que é uma atitude meio (ou muito) besta. Às vezes, baixo um CD inteiro porque gostei de uma canção daquele fulano e levo meses até finalmente criar interesse pelo restante de suas criações. Noutras, baixo logo um monte de coisas de certo artista, confiando que seu estilo casa perfeitamente com minhas preferências - e não é raro que me arrependa.

Não há de ser o caso, porém, com Ron Sexsmith, trovador americano que está na ativa desde 1995. Embora seu nome me venha à cabeça desde os tempos da Bizz, só agora baixei seus discos, motivado pela simplicidade e crua beleza de "Secret Heart". O cara é prolífico: em 16 anos, 11 álbuns (e olha que pode haver mais algum do qual eu não estou ciente). Apenas a título de comparação, no mesmo período, Sade lançou dois. Por falar na Rainha do Cool, um ano após Soldier of Love, ela voltou à carga com uma coletânea dupla (The Ultimate Collection) e uma turnê que, em breve, deve gerar um DVD e/ou CD ao vivo. A gente tem que consumir Sade em goles generosos e fartar-se dela logo, porque, depois, infelizmente, sempre vem uma seca prolongada.
Alguns nomes clássicos e recentes foram finalmente riscados da minha "lista da vergonha" e começam a ser devidamente conhecidos e reconhecidos: gente ignorada por mim durante anos, como Pixies, Nick Drake, TV on the Radio, Foo Fighters, The Strokes e, pasmem, até Paul McCartney. Dado o tamanho da discografia de Sir Paul, terei trabalho árduo (mas, prazeroso) durante algumas semanas.

Novos artistas também continuam chegando aos montes. Entre os mais bacanas, destaco Grace Potter & The Nocturnals, Black Joe Lewis & The Honeybears, Jamie Lidell, Feist, The Black Keys, Joan As Police Woman, The Boxer Rebellion e o recém-finado LCD Soundsystem.
Embora pop/rock em inglês continue sendo minha seara favorita, minha amizade com um cantor soteropolitano (atualmente em hibernação artística), apaixonado por MPB, me fez escutar muita coisa boa que eu desconhecia completamente e revisitar outras de que, intimamente, sempre gostei. Veja bem, não estou me tornando um "mpbesta", mas, preciso admitir que muita coisa do presente e do passado deste gênero merece ser escutado com mais atenção.
Por isso é que não resisti à tentação de digitalizar suas caixas de remasters das fases iniciais e mais criativas de Tim Maia (antes de ficar bregão e preguiçoso) e Jorge Ben (antes de ser Benjor e virar uma caricatura de si), por exemplo. Dono de uma coleção imensa de CDs, meu amigo, às vezes, me surpreende ao mostrar um momento inspirado de alguém que eu, de maneira não raramente preconceituosa, considero brega ou simplesmente ruim. Nessas horas, me pego pensando (ou dizendo): hey, isso é muito legal! Em troca, ofereço pepitas do meu acervo de pop estrangeiro (e de alguns novos artistas nacionais que passam invisíveis no seu radar) e também lhe provoco gratas surpresas. Amigo, afinal, é pra essas coisas.

Apesar dos esforços dele, porém, minha balança pende muito mais para o lado dos gringos: segundo o Windows Media Player, minha coleção tem 704 horas de música em inglês contra 268 horas de música brasileira. Muito, muito atrás mesmo, o cancioneiro em espanhol tem meras 24 horas, apesar da recentes adições de jovens intérpretes pop latinas, como Natalia Lafourcade e Francisca Valenzuela.
Pouco menos de um mês para o fim de sua primeira metade, o ano de 2011 já tem 29 horas de música, ainda bem longe dos dez mais numerosos que, pela ordem, são:
O artista com maior número de álbuns é Caetano Veloso: são 29 discos, muitos dos quais baixados durante uma semana de "febre" que tive de conhecer seus a fundo seus primeiros trabalhos. Nenhuma surpresa aí, acreditem. Apesar da sua chatice como persona pública e de ocasionalmente lançar trabalhos preguiçosos, Caetano sempre foi capaz de despertar meu interesse, poética e musicalmente. Ultrapassou, com folgas, a mana Bethânia e seu amigo Lulu Santos, os recordistas anteriores.
E você, caro(a) leitor(a) do Catapop, que sons andam fazendo sua cabeça, enquanto você navega na internet, lava a louça, toma banho ou dirige pela cidade?
Obviamente, eu baixo muito mais coisa do que consigo ouvir, o que é uma atitude meio (ou muito) besta. Às vezes, baixo um CD inteiro porque gostei de uma canção daquele fulano e levo meses até finalmente criar interesse pelo restante de suas criações. Noutras, baixo logo um monte de coisas de certo artista, confiando que seu estilo casa perfeitamente com minhas preferências - e não é raro que me arrependa.

Não há de ser o caso, porém, com Ron Sexsmith, trovador americano que está na ativa desde 1995. Embora seu nome me venha à cabeça desde os tempos da Bizz, só agora baixei seus discos, motivado pela simplicidade e crua beleza de "Secret Heart". O cara é prolífico: em 16 anos, 11 álbuns (e olha que pode haver mais algum do qual eu não estou ciente). Apenas a título de comparação, no mesmo período, Sade lançou dois. Por falar na Rainha do Cool, um ano após Soldier of Love, ela voltou à carga com uma coletânea dupla (The Ultimate Collection) e uma turnê que, em breve, deve gerar um DVD e/ou CD ao vivo. A gente tem que consumir Sade em goles generosos e fartar-se dela logo, porque, depois, infelizmente, sempre vem uma seca prolongada.
Alguns nomes clássicos e recentes foram finalmente riscados da minha "lista da vergonha" e começam a ser devidamente conhecidos e reconhecidos: gente ignorada por mim durante anos, como Pixies, Nick Drake, TV on the Radio, Foo Fighters, The Strokes e, pasmem, até Paul McCartney. Dado o tamanho da discografia de Sir Paul, terei trabalho árduo (mas, prazeroso) durante algumas semanas.

Novos artistas também continuam chegando aos montes. Entre os mais bacanas, destaco Grace Potter & The Nocturnals, Black Joe Lewis & The Honeybears, Jamie Lidell, Feist, The Black Keys, Joan As Police Woman, The Boxer Rebellion e o recém-finado LCD Soundsystem.
Embora pop/rock em inglês continue sendo minha seara favorita, minha amizade com um cantor soteropolitano (atualmente em hibernação artística), apaixonado por MPB, me fez escutar muita coisa boa que eu desconhecia completamente e revisitar outras de que, intimamente, sempre gostei. Veja bem, não estou me tornando um "mpbesta", mas, preciso admitir que muita coisa do presente e do passado deste gênero merece ser escutado com mais atenção.
Por isso é que não resisti à tentação de digitalizar suas caixas de remasters das fases iniciais e mais criativas de Tim Maia (antes de ficar bregão e preguiçoso) e Jorge Ben (antes de ser Benjor e virar uma caricatura de si), por exemplo. Dono de uma coleção imensa de CDs, meu amigo, às vezes, me surpreende ao mostrar um momento inspirado de alguém que eu, de maneira não raramente preconceituosa, considero brega ou simplesmente ruim. Nessas horas, me pego pensando (ou dizendo): hey, isso é muito legal! Em troca, ofereço pepitas do meu acervo de pop estrangeiro (e de alguns novos artistas nacionais que passam invisíveis no seu radar) e também lhe provoco gratas surpresas. Amigo, afinal, é pra essas coisas.

Apesar dos esforços dele, porém, minha balança pende muito mais para o lado dos gringos: segundo o Windows Media Player, minha coleção tem 704 horas de música em inglês contra 268 horas de música brasileira. Muito, muito atrás mesmo, o cancioneiro em espanhol tem meras 24 horas, apesar da recentes adições de jovens intérpretes pop latinas, como Natalia Lafourcade e Francisca Valenzuela.
Pouco menos de um mês para o fim de sua primeira metade, o ano de 2011 já tem 29 horas de música, ainda bem longe dos dez mais numerosos que, pela ordem, são:
2010 - 66.8 horas
2009 - 58.3 horas
2008 - 54.5 horas
2005 - 48.6 horas
2007 - 46.5 horas
2006 - 44.4 horas
2004 - 41.4 horas
2003 - 39.4 horas
1998 - 37.6 horas
1999 - 35.5 horas
2009 - 58.3 horas
2008 - 54.5 horas
2005 - 48.6 horas
2007 - 46.5 horas
2006 - 44.4 horas
2004 - 41.4 horas
2003 - 39.4 horas
1998 - 37.6 horas
1999 - 35.5 horas
O artista com maior número de álbuns é Caetano Veloso: são 29 discos, muitos dos quais baixados durante uma semana de "febre" que tive de conhecer seus a fundo seus primeiros trabalhos. Nenhuma surpresa aí, acreditem. Apesar da sua chatice como persona pública e de ocasionalmente lançar trabalhos preguiçosos, Caetano sempre foi capaz de despertar meu interesse, poética e musicalmente. Ultrapassou, com folgas, a mana Bethânia e seu amigo Lulu Santos, os recordistas anteriores.
E você, caro(a) leitor(a) do Catapop, que sons andam fazendo sua cabeça, enquanto você navega na internet, lava a louça, toma banho ou dirige pela cidade?

3 comentários:
Olha, ainda sou do tipo que insiste em comprar CD original, apesar de não ser hábito corriqueiro. Minha última aquisição foi uma coletânea do Seal, que é um dos meus cantores favoritos, e que foi escolhida a dedo. Faltou uma ou outra música, mas coletâneas são assim mesmo, sempre esquecem daquela canção que nós adoramos...
Abraço!
MPB. Só não sou mpbesta, kkkkkk!
hahaha, sofro desse mal também. Na megalomania, baixo uma discografia completa porque gostei de uma ou duas músicas, mas acabo ouvindo pouco do que baixei...
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