Thor

Thor deve dar sequência à série de êxitos dos Marvel Studios, iniciada há 3 anos com o primeiro filme do Homem de Ferro. Enquanto não consegue tomar da Fox os direitos sobre os filmes de outros heróis, como X-Men e Demolidor, a Marvel vai dando forma a um universo cinematográfico bastante coeso, visando abrir caminho para outro célebre supergrupo da casa: Os Vingadores têm sua estréia marcada para julho do ano que vem, exatamente um ano depois de Capitão América - O Primeiro Vingador, o próximo da fila.
Não há nada de genial em Thor. É um bom filme de ação, tecnicamente impecável e com algumas doses de humor, mas, que não consegue sobressair frente a outras adaptações de HQs da Marvel, como Homem de Ferro ou X-Men 2. O roteiro pode reduzido em uma frase: banido de Asgard para a Terra, Thor precisa provar seu valor, salvar seus amigos e beijar a mocinha (e estamos falando de Natalie Portman: ele TEM que querer beijá-la!). Simplista da minha parte, claro, mas não vai mesmo muito além disso. Pelo menos, tanta "profundidade" foi entregue a atores capazes de dar a ela um mínimo de dignidade: Natalie (Jane Foster), Anthony Hopkins (Odin), Stellan Skasgaard (Dr. Selvig), Ray Stevenson (Volstagg). Mesmo os semidesconhecidos Chris Hemsworth (Thor) e Tom Hiddleston (Loki) dão conta do recado direitinho.
Certamente, ajudou ter no comando alguém como Kenneth Branagh, um diretor afeito, desde outros tempos, ao porte épico exigido para as tomadas em Asgard, por exemplo. A cidade dos deuses nórdicos está belíssima no filme - e há cenas que me fizeram lamentar minha opção pelo 2D, pois o efeito tridimensional deve ter deixado tudo ainda mais deslumbrante. Branagh engendrou cenas de ação bastante empolgantes, principalmente aquelas em que o poder (e o peso) de Mjolnir são demonstrados contra os gigantes de gelo e, depois, contra o Destruidor (hey, isso não é spoiler, está nos trailers!).
A aparição de Jeremy Renner como Clint Barton (o Gavião Arqueiro) e a já tradicional cena "escondida" apontam, mais uma vez, para o filme dos Vingadores, onde tudo deve convergir. Thor é, enfim, um filme digno da mitologia que compõe, embora tenha limitações como produto de cinema. Tenho a impressão de que o filme dos Vingadores será do tipo "oito ou oitenta": ou Joss Whedon doma as feras ao seu dispor e nos entrega um filmaço, ou a briga de egos gerará uma porcaria inominável que a Marvel (assim como nós) tentará esquecer. No meio dessa briga de cachorro grande, porém, o nosso miúdo Deus do Trovão, vulgo Chris Hemsworth, vai ficar só assistindo, mesmo.
Não há nada de genial em Thor. É um bom filme de ação, tecnicamente impecável e com algumas doses de humor, mas, que não consegue sobressair frente a outras adaptações de HQs da Marvel, como Homem de Ferro ou X-Men 2. O roteiro pode reduzido em uma frase: banido de Asgard para a Terra, Thor precisa provar seu valor, salvar seus amigos e beijar a mocinha (e estamos falando de Natalie Portman: ele TEM que querer beijá-la!). Simplista da minha parte, claro, mas não vai mesmo muito além disso. Pelo menos, tanta "profundidade" foi entregue a atores capazes de dar a ela um mínimo de dignidade: Natalie (Jane Foster), Anthony Hopkins (Odin), Stellan Skasgaard (Dr. Selvig), Ray Stevenson (Volstagg). Mesmo os semidesconhecidos Chris Hemsworth (Thor) e Tom Hiddleston (Loki) dão conta do recado direitinho.
Certamente, ajudou ter no comando alguém como Kenneth Branagh, um diretor afeito, desde outros tempos, ao porte épico exigido para as tomadas em Asgard, por exemplo. A cidade dos deuses nórdicos está belíssima no filme - e há cenas que me fizeram lamentar minha opção pelo 2D, pois o efeito tridimensional deve ter deixado tudo ainda mais deslumbrante. Branagh engendrou cenas de ação bastante empolgantes, principalmente aquelas em que o poder (e o peso) de Mjolnir são demonstrados contra os gigantes de gelo e, depois, contra o Destruidor (hey, isso não é spoiler, está nos trailers!).
A aparição de Jeremy Renner como Clint Barton (o Gavião Arqueiro) e a já tradicional cena "escondida" apontam, mais uma vez, para o filme dos Vingadores, onde tudo deve convergir. Thor é, enfim, um filme digno da mitologia que compõe, embora tenha limitações como produto de cinema. Tenho a impressão de que o filme dos Vingadores será do tipo "oito ou oitenta": ou Joss Whedon doma as feras ao seu dispor e nos entrega um filmaço, ou a briga de egos gerará uma porcaria inominável que a Marvel (assim como nós) tentará esquecer. No meio dessa briga de cachorro grande, porém, o nosso miúdo Deus do Trovão, vulgo Chris Hemsworth, vai ficar só assistindo, mesmo.
3 comentários:
Assisti e gostei muito. Agora só falta Capitão América.
Boa crítica, Marlo. Só um detalhe: quem vai comandar o filme dos Vingadores é o Joss Whedon, não o Bryan Singer. E que venha o filme dos super-heróis mais poderosos da Terra!
Opa, que pisada na bola! Corrigindo já, Gustavo. O crédito é todo seu! Valeu!
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