Preciso elogiar a J. K. Rowling: sua maior criação pode não ser uma unanimidade, mas é, inegavelmente, uma grande história. Ainda preciso ler 4 dos 7 livros da saga, mas a julgar pela maturidade dramática apresentada nas adaptações para o cinema (nas quais, diz o consenso, sempre faltam detalhes importantes), com todas as pontas soltas amarradas de forma tão exemplar, só posso sentir, mais uma vez, aquele vazio que encheu o peito de quem viu terminar O Senhor dos Anéis, no fim de 2003: um sentimento de tristeza por saber que não tem mais nada de Harry Potter por sair.
Assim como suas contrapartes literárias, os filmes foram amadurecendo junto com os personagens e o formidável elenco escalado para interpretá-los, entre os quais o elo mais fraco sempre foi, ironicamente, o protagonista, Daniel Radcliffe. Pois até mesmo ele se sai bem nestes dois últimos filmes - e, convenhamos: alguém que foi elogiado pela atuação na exigente peça Equus tinha mesmo obrigação de, em algum momento, revelar um pouco mais de talento frente às câmeras.
No epílogo de Harry Potter, o poder de Voldemort cresceu exponencialmente desde que ele pôs as mãos em uma das 3 relíquias do título: a Varinha das Varinhas, que havia sido enterrada com Alvo Dumbledore. Num ataque devastador a Hogwarts, as forças do mal enfrentam as combalidas forças do bem, que buscam ganhar tempo para que Harry Potter descubra as últimas horcruxes (os recipientes mágicos que contêm fragmentos da alma de seu inimigo) e as destrua. Acontece que as coisas se revelam bem mais difíceis para Harry: como esperado, é chegada a hora de um sacrifício maior de sua parte.
As últimas revelações que tem sobre seu passado são algumas das mais interessantes e relevantes, dando preciosas explicações sobre figuras dúbias, como o professor Severo Snape. Os amigos mais próximos de Harry (Ron e Hermione) seguem sendo escudeiros eficientes, ainda que meio trapalhões. Um coadjuvante (Neville Longbottom) relegado ao semi-ostracismo em boa parte da série ressurge de forma triunfal, contribuindo de forma decisiva para a vitória do bem (é claro que o bem vence, você foi louco ou ingênuo de esperar outra coisa?).
Dividir o último livro em dois filmes pode ter parecido manobra movida por mera ganância, mas o fato é que isto ajudou o desenvolvimento dos personagens e a solução dos mistérios, além de aumentar a noção do drama vivido pelo jovem bruxo, um menino que custou a crescer e a aprender com os próprios erros. Há quem diga, aliás, que este seria o Calcanhar-de-Aquiles do personagem: Harry Potter foi, durante todo a série, o mesmo menino crédulo, manipulável e conformado com sua própria mediocridade. Mas, vejamos o que fariam certas pessoas com o fardo do destino do mundo em seus ombros...
Um fecho mais que digno para uma série cinematográfica que marcou uma geração e que foi do infantil ao adulto junto com seu personagem, ganhando maior complexidade dramática a cada novo filme, conforme cresciam as ameaças que pairavam sobre os heróis, com sacadas absolutamente geniais espalhadas em cada capítulo. Por seu caráter de fenômeno pop, há quem queira chamar a Saga (HAHAHAHA) Crepúsculo de "novo Harry Potter", mas, poxa vida: no papel, Harry Potter é Literatura e Crepúsculo é diário de adolescente. Na película, Harry Potter é Cinema e Crepúsculo é caso pro Procon.
Assim como suas contrapartes literárias, os filmes foram amadurecendo junto com os personagens e o formidável elenco escalado para interpretá-los, entre os quais o elo mais fraco sempre foi, ironicamente, o protagonista, Daniel Radcliffe. Pois até mesmo ele se sai bem nestes dois últimos filmes - e, convenhamos: alguém que foi elogiado pela atuação na exigente peça Equus tinha mesmo obrigação de, em algum momento, revelar um pouco mais de talento frente às câmeras.
No epílogo de Harry Potter, o poder de Voldemort cresceu exponencialmente desde que ele pôs as mãos em uma das 3 relíquias do título: a Varinha das Varinhas, que havia sido enterrada com Alvo Dumbledore. Num ataque devastador a Hogwarts, as forças do mal enfrentam as combalidas forças do bem, que buscam ganhar tempo para que Harry Potter descubra as últimas horcruxes (os recipientes mágicos que contêm fragmentos da alma de seu inimigo) e as destrua. Acontece que as coisas se revelam bem mais difíceis para Harry: como esperado, é chegada a hora de um sacrifício maior de sua parte.
As últimas revelações que tem sobre seu passado são algumas das mais interessantes e relevantes, dando preciosas explicações sobre figuras dúbias, como o professor Severo Snape. Os amigos mais próximos de Harry (Ron e Hermione) seguem sendo escudeiros eficientes, ainda que meio trapalhões. Um coadjuvante (Neville Longbottom) relegado ao semi-ostracismo em boa parte da série ressurge de forma triunfal, contribuindo de forma decisiva para a vitória do bem (é claro que o bem vence, você foi louco ou ingênuo de esperar outra coisa?).
Dividir o último livro em dois filmes pode ter parecido manobra movida por mera ganância, mas o fato é que isto ajudou o desenvolvimento dos personagens e a solução dos mistérios, além de aumentar a noção do drama vivido pelo jovem bruxo, um menino que custou a crescer e a aprender com os próprios erros. Há quem diga, aliás, que este seria o Calcanhar-de-Aquiles do personagem: Harry Potter foi, durante todo a série, o mesmo menino crédulo, manipulável e conformado com sua própria mediocridade. Mas, vejamos o que fariam certas pessoas com o fardo do destino do mundo em seus ombros...
Um fecho mais que digno para uma série cinematográfica que marcou uma geração e que foi do infantil ao adulto junto com seu personagem, ganhando maior complexidade dramática a cada novo filme, conforme cresciam as ameaças que pairavam sobre os heróis, com sacadas absolutamente geniais espalhadas em cada capítulo. Por seu caráter de fenômeno pop, há quem queira chamar a Saga (HAHAHAHA) Crepúsculo de "novo Harry Potter", mas, poxa vida: no papel, Harry Potter é Literatura e Crepúsculo é diário de adolescente. Na película, Harry Potter é Cinema e Crepúsculo é caso pro Procon.

1 comentários:
Já tinha assistido o primeiro, o segundo e quarto(somente para acompanhar), mas venci o preconceito e fui assistir o restante da saga. E acabei gostando do que vi, é uma aventura bem feita, realmente não pode ser comparada à crepúsculo.
O único porém que faço, é que apesar de não ter lido os livros, achei que no filme alguma coisa ficou perdida, meio alinhavada. Acho que se todos seguissem essa linha, ou pelo menos os principais, de ter duas partes, o resultado final seria bem melhor.
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