O atraso de dois meses entre o lançamento norte-americano e o brasileiro (quando a regra para blockbusters é lançamento mundial simultâneo) já dava pistas sobre o descrédito que este filme sofreria. A Warner, porém, não se ajudava mesmo: um primeiro trailer ruim, com efeitos inacabados, ajudou a aumentar a má impressão que teve início com a contratação do fraco Ryan Reynolds para ser Hal Jordan, o destemido piloto de testes que se torna o primeiro Lanterna Verde terrestre. Acontece que eu, ingênuo, tinha fé de que Martin Campbell, um diretor que havia salvo a franquia 007 duas vezes (com Goldeneye, em 1995, e Casino Royale, em 2006) poderia render acima do esperado e que a primeira impressão não seria aquela a ficar.
Para meu azar, de fato, Lanterna Verde deixa a desejar em muitos aspectos. Quando a melhor cena de um filme de ação é aquela do treinamento do herói, algo não vai mesmo muito bem. Falta ação, a lenga-lenga romântica com Carol Ferris (Blake Lively, linda) é muito comprida e há outras cenas desnecessárias tomando o tempo que seria melhor aproveitado caprichando-se mais nas batalhas do herói. Até que Hal Jordan está bem construído pelo roteiro (supervisionado pelo cara que fez de Green Lantern uma das HQs mais vendidas da atualidade, Geoff Johns), com direito a menção à morte de seu pai e seu medo de perder outros daqueles a quem ama. Faltam a Reynolds, porém, carisma e talento. Ele dá para o gasto e nada mais.
Dos vilões, pouco se pode reclamar: Peter Saarsgard faz um Hector Hammond ressentido e pusilânime e Mark Strong entrega o melhor Sinestro que alguém poderia pedir (se um possível segundo filme se concentrar na sua traição à Tropa, tenho certeza que Strong vai dar show). A aparência de Parallax, totalmente diversa daquela que tem nos quadrinhos, está adequada para uma ameaça cósmica, mas sua derrota nas mãos de Hal Jordan é patética, apressada e sintomática do incômodo desperdício da Tropa dos Lanternas Verdes.
Diante de tudo isso, chega a ser engraçado que eu tenha saído o cinema com a sensação de ter visto um filme razoavelmente bom. Apesar de seus defeitos, Lanterna Verde entretém e isso tem lá seu valor. Só que se a Warner deseja que esta série seja páreo para, digamos, um Homem-Aranha da vida, vai ter que caprichar muito mais nos próximos. Se é pra ficar na mesma prateleira de Elektra ou Demolidor, então, é isso aí mesmo. Do jeito que está, Hal Jordan vai continuar segurando lanterna.
Para meu azar, de fato, Lanterna Verde deixa a desejar em muitos aspectos. Quando a melhor cena de um filme de ação é aquela do treinamento do herói, algo não vai mesmo muito bem. Falta ação, a lenga-lenga romântica com Carol Ferris (Blake Lively, linda) é muito comprida e há outras cenas desnecessárias tomando o tempo que seria melhor aproveitado caprichando-se mais nas batalhas do herói. Até que Hal Jordan está bem construído pelo roteiro (supervisionado pelo cara que fez de Green Lantern uma das HQs mais vendidas da atualidade, Geoff Johns), com direito a menção à morte de seu pai e seu medo de perder outros daqueles a quem ama. Faltam a Reynolds, porém, carisma e talento. Ele dá para o gasto e nada mais.
Dos vilões, pouco se pode reclamar: Peter Saarsgard faz um Hector Hammond ressentido e pusilânime e Mark Strong entrega o melhor Sinestro que alguém poderia pedir (se um possível segundo filme se concentrar na sua traição à Tropa, tenho certeza que Strong vai dar show). A aparência de Parallax, totalmente diversa daquela que tem nos quadrinhos, está adequada para uma ameaça cósmica, mas sua derrota nas mãos de Hal Jordan é patética, apressada e sintomática do incômodo desperdício da Tropa dos Lanternas Verdes.
Diante de tudo isso, chega a ser engraçado que eu tenha saído o cinema com a sensação de ter visto um filme razoavelmente bom. Apesar de seus defeitos, Lanterna Verde entretém e isso tem lá seu valor. Só que se a Warner deseja que esta série seja páreo para, digamos, um Homem-Aranha da vida, vai ter que caprichar muito mais nos próximos. Se é pra ficar na mesma prateleira de Elektra ou Demolidor, então, é isso aí mesmo. Do jeito que está, Hal Jordan vai continuar segurando lanterna.

1 comentários:
Sou fanzaço do Lanterna (coleciono a série do herói desde Rebirth) e, embora meu lado racional aponteos mesmos defeitos mencionaos por você, meu lado fã se divertiu pra caramba com o filme! Gostaria mesmo de uma sequência...
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