Logo depois de anunciar o abandono dos quadrinhos mensais da Panini/DC em prol de mais e melhores livros, decidi começar logo a leitura de alguma obra cativante, que coroasse minha mudança de hábitos. "Coroar", diga-se é o verbo correto para falar de 1808.
O livro de Laurentino Gomes conta algumas das histórias que cercaram a transferência da corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, numa fuga estratégica para escapar do cerco de Napoleão Bonaparte, que destronava reis em sequência pela Europa. Além de garantir sua sobrevida no trono, a manobra de D. João VI deu o empurrão inicial do processo que culminou com a independência da colônia, em 1822, e colocou o país no mapa mundial.
Fundamentado em extensa bibliografia, consultada em diversos cantos da América e da Europa ao longo de dez anos, Laurentino Gomes supre a lacuna de uma fonte em linguagem acessível sobre o período, uma vez que, como explicado na introdução, a maioria da documentação sobre a época é composta de rebuscadas obras acadêmicas.
Já este é um livro de leitura fluida e esclarecedora, apresentando personagens ilustres e outros semidesconhecidos, desfazendo alguns e confirmando outros mitos que cercam a transformação deste país em sede de um império e, algum tempo depois, em nação soberana. De quebra, descobrimos a origem da endêmica corrupção que compromete o avanço deste país ainda hoje, 200 anos depois dos eventos narrados.
1808 não arreda pé das listas de livros mais vendidos desde seu lançamento, há quatro anos. O sucesso levou o autor a escrever um novo livro, nos mesmo moldes, sobre a independência do Brasil, chamado (obviamente) 1822, (cuja leitura, diga-se, já está garantida para mim). Excelente sugestão para enriquecer sua estante e seus neurônios.
O livro de Laurentino Gomes conta algumas das histórias que cercaram a transferência da corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, numa fuga estratégica para escapar do cerco de Napoleão Bonaparte, que destronava reis em sequência pela Europa. Além de garantir sua sobrevida no trono, a manobra de D. João VI deu o empurrão inicial do processo que culminou com a independência da colônia, em 1822, e colocou o país no mapa mundial.
Fundamentado em extensa bibliografia, consultada em diversos cantos da América e da Europa ao longo de dez anos, Laurentino Gomes supre a lacuna de uma fonte em linguagem acessível sobre o período, uma vez que, como explicado na introdução, a maioria da documentação sobre a época é composta de rebuscadas obras acadêmicas.
Já este é um livro de leitura fluida e esclarecedora, apresentando personagens ilustres e outros semidesconhecidos, desfazendo alguns e confirmando outros mitos que cercam a transformação deste país em sede de um império e, algum tempo depois, em nação soberana. De quebra, descobrimos a origem da endêmica corrupção que compromete o avanço deste país ainda hoje, 200 anos depois dos eventos narrados.
1808 não arreda pé das listas de livros mais vendidos desde seu lançamento, há quatro anos. O sucesso levou o autor a escrever um novo livro, nos mesmo moldes, sobre a independência do Brasil, chamado (obviamente) 1822, (cuja leitura, diga-se, já está garantida para mim). Excelente sugestão para enriquecer sua estante e seus neurônios.

6 comentários:
Ótima sugestão.
È bom saber que alguém falou positivamente desse livro (alguém que tem uma boa noção do que seja livro bom). Pois os únicos comentários que eu escutava eram do tipo:
absurdo nº 1: - Nossa esse livro é um tédio.
Absurdo nº 2: - Me arrependi de ter comprado. Quer pra vc?
Absurdo nº 3: - Eu não gostava de história nem na escola para quer vou coninuar estudando.
Ainda não li esse livro, mas sei
que é muito bom. Ele está a muito tempo na lista dos mais vendidos da veja, críticos super conceituados falaram super bem dele.Ele está na minha lista de espera! Uma ótima sugestão!!
O brasileiro ñ lê nada q preste. É isso.
O autor tem uma linguagem muito mais próxima da ficção do que de livros de História, escolares ou acadêmicos. Isso dá ao livro uma narrativa única, prazerosa e de qualidade muito boa. Obrigado pelo 1822 - sugerido. Abraços.
Cheguei, hoje, ao fim de "1808", amigos. Livro notável. Ajuda a entender melhor um período turbulento da nossa história e as razões de nossa terra e nosso povo serem como são, em todas as suas boas e más peculiaridades.
Outra coisa: nunca mais abrirei a boca para enxovalhar portugueses. O que eles passaram, desde que o seu rei os abandonou até poderem reerguer-se como nação, é chocante, porém, inspirador para um povo (o nosso) que, apesar de já ter sofrido seu quinhão de tirania, parece indeciso sobre se vale a pena levantar-se contra o jugo dos que detêm o poder e lutar pelo bem comum.
Mais do que antes, recomendo com fervor a leitura de "1808".
Confesso,andava lendo umas bobagens,Tipo "Percy Jackson e os olimpianos",as vezes é bom nos permitir certas bobagens,rs,Mas quando descobrir o "1808",rapidamente,ele se tornou,um dos meus livros de cabeceira,Muito bom.
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