27/11/2015

Escuta Aqui, Vol. 1


O Catapop se reinventou há seis meses e já tinha rolado de tudo por aqui: resenhas de cinema, séries, discos e HQs; opinião sobre os rumos da sociedade; promoção para os leitores... Só estava faltando uma coletânea musical para o blog tornar-se plenamente reconhecível ao seu leitor.

Embora muitos dos habituais leitores do Catapop sejam meus contatos no Facebook, nem sempre é possível acompanhar o ritmo de minhas postagens musicais, nos dias mais inspirados. Esta nova série de mixtapes (que abandona o pomposo nome "Música Para Seus Ouvidos" em prol de outro, bem mais simples e simpático) cumpre, então, o propósito de condensar uma parte dessas sugestões.

Já faz um ano desde a última coleção. Por isso, o repertório desta contém coisas que podem já ter tocado bastante ao seu redor, mas eu sou capaz de adoecer, se não falar delas. Até pensei em ter mais música nossa, mas, desta vez, a brasilidade está limitada ao arrasador Liniker, uma promessa capaz de encher o coração de esperança em melhores tempos musicais neste país.

Sem mais delongas, o disquinho ficou assim:


01 - Brandon Flowers, "Can't Deny My Love"
Entre os discos de The Killers, Brandon lança inspirados álbuns solo. Esta faixa, do recente The Desired Effect (2015), traz ecos de Eurythmics e outras oitentices.

02 - Selah Sue, "Alone"
Depois de uma elogiada estreia em ritmo de reggae, Selah Sue retorna com um álbum (Reason, 2015) aberto por esta faixa de balanço R&B irresistível.

03 - Allen Stone, "Fake Future"
Com seu novo Radius (2015), Allen se aproxima ainda mais de Stevie Wonder, Jamiroquai e outras referências certeiras do soul e do funk.

04 - Michael Kiwanuka, "I'll Get Along"
Comparado a Otis Redding e outros crooners, o britânico Kiwanuka lançou, em 2012, seu único disco, Home Again. Folk e soul em tons educados e agradáveis.

05 - Liniker, "Zero"
Uma grande promessa do soul nacional, com seus poucos 20 anos e um EP (2015) de três músicas, Liniker veio pra brilhar e bagunçar com balanço e sagacidade.

06 - Benjamin Clementine, "London"
Com o porte de um modelo, a imponência de um príncipe e um timbre barítono privilegiado, o londrino Benjamin tem um senso vocal de drama todo particular.

07 - Estelle, "Silly Girls"
A protegida de John Legend lançou este ano um belo disco (True Romance), de onde saiu esta balada que lembra as classudas divas negras dos anos 70.

08 - Adele, "When We Were Young"
Em uma semana, 25 já é um dos álbuns mais vendidos do ano e começa a quebrar recordes. Esqueça "Hello", esta aqui é superior em diversos aspectos.

09 - Hollie Cook, "Superfast"
Um reggae de estrutura simples, mas irresistível. Você jamais esperaria isso de alguém cujo pai era baterista do Sex Pistols, mas Hollie é assim: surpreendente.

10 - Alabama Shakes, "Future People"
O desafio do segundo disco não os intimidou: Sound & Colour deve liderar várias listas de discos do ano. Um belo portfolio dos recursos vocais de Brittany Howard.

11 - Vintage Trouble, "Another Man's Words"
Ainda me falta fazer justiça, aqui no blog, a este ótimo disco chamado 1 Hopeful Rd. (2015), que justificou a longa espera e a crescente fama do Vintage Trouble. 

12 - Graveyard, "Too Much Is Not Enough"
Pouca gente esperaria que um blues rock tão intenso viesse da Suécia, mas parece haver algo na água que essa gente bebe. Eles sabem muito deste ofício.

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