26/06/2006

Rapidinhas

- Vem pro Nordeste? Escolha Fortaleza. Passei apenas dois dias por lá, mas foi o suficiente para me encantar com sua beleza, culinária e vida noturna. Boa parte do meu curto passeio foi gasta no famoso Beach Park, aquele que tem o maior toboágua do mundo, apropriadamente chamado Insano, com mais de 40 metros de queda. Amarelei nesse, mas desci um menorzinho, de 24 metros. Na cidade, uma boa pedida é o Centro Cultural, que reúne museus, cafés, teatro, cinema e simpáticos barzinhos, com destaque para o perfeito inglês usado nos cardápios, placas e até pelos cantores da noite. Nada da embromation que é regra em Salvador, por exemplo.

- A Panini aproveita o lançamento de Superman - O Retorno nos cinemas para colocar nas bancas encadernados de importantes minisséries do personagem. Para meu deleite, Identidade Secreta (Kurt Busiek e Stuart Immonen) é uma delas, já que não consegui comprá-la em seu lançamento original. As outras são Dia Do Juízo Final (Dan Jurgens), que não li, nem pretendo; a "marromeno" O Legado Das Estrelas (Mark Waid e Leynil Francis Yu) e a fodona Entre A Foice E O Martelo (Mark Millar e Dave Johnson).

- Nunca tinha visto nada do Adult Swim, a linha adulta do Cartoon Network. Pois tive a chance de ver um engraçadíssimo episódio de Harvey, O Advogado, em que o Homem-Pássaro da Hannah Barbera tentava inocentar o Dr. Benton Quest (pai do Johnny) de ser pai negligente e ter um caso com o bofe grisalho Rayce Bannock. Bem que o Dr. Quest tenta, mas dá muita bandeira e ainda tem a manha de passar a mão na bunda do Homem-Pássaro! Espero poder ver outras séries em breve.

21/06/2006

Abril e Panini: problemas iguais, soluções diferentes

Verdade seja dita, as duas editoras são, desde sempre, campeãs que se revezam em atitudes que enfurecem até os leitores mais dedicados. Nestes tempos em que a internet certamente prejudicou os negócios de ambas (afinal, quase não há controle nenhum sobre a reprodução de conteúdo na net), a Editora Abril e a Panini tiveram um problema semelhante na mesma época, mas que recebeu tratamento bem diferente de cada uma.

O caso da Panini é mais grave e, por isso mesmo, cabe aqui dar os parabéns por uma atitude inédita que demonstra respeito ao seu consumidor (ainda que isso não apague a longa lista de episódios anteriores lamentáveis). Primeiro, o número 1 da minissérie X23, da Marvel, chegou às bancas com as páginas fora de ordem, deixando a leitura incompreensível. A Panini, então, reimprimiu a revista corretamente e relançou-a em um pacote com a número 2, com diferença mínima do preço de um exemplar apenas (a primeira era R$ 5,50, o pacote com as duas sai por R$ 5,90).

Depois, houve o incidente com a troca do papel na terceira edição da minissérie Pesadelo Supremo, que era em LWC e saiu em Pisa Brite. Diante da burrada e da revolta dos leitores, a Panini recolheu toda a tiragem, fez tudo de novo com o papel correto e autorizou todo mundo que comprou a edição com o papel vagabundo a fazer a troca nas bancas. Bola dentro, Panini!

Já a nossa "querida" Editora Abril, depois de relançar a Bizz ano passado com um papel horrível, anunciar na Veja a chegada de novos investidores e fazer duas edições da mesma Bizz em papel couché (mudança comemorada até mesmo no editorial da edição 200), voltou este mês ao velho padrão de "qualidade", obrigando os leitores a comprar uma revista de exorbitantes R$ 9,95 impressa em um papel ridículo. Se não estava vendendo dentro do esperado, pra que enganar por dois meses os pobres incautos que achavam que teriam um produto de melhor qualidade gráfica? Só continuo comprando porque minha relação com a Bizz é quase "uterina".

Ei, Panini, não quer comprar os direitos de publicação da Bizz? :-)

16/06/2006

DC Especial 9 - Gavião Negro


Caso pretenda publicá-la regularmente, a Panini terá um grande desafio na defasagem do Gavião Negro em relação aos demais títulos DC publicados hoje. A mais recente das histórias deste segundo volume de DC Especial dedicado ao herói alado é de 2003, enquanto as publicadas nos títulos mensais já se encontram em meados de 2005. Como o editor Fabiano Denardin deu pistas, na seção de cartas de LJA 42, de que um novo título mensal está chegando, talvez o melhor seja fazer o que se fez com a SJA: publicar o material recente primeiro e aproximar o passado com edições como esta (aí, tudo bem) ou publicá-lo na Wizard (aí, tudo mal).

O que não dá é pra deixar a gente sem as dramáticas e empolgantes histórias escritas por James Robinson e Geoff Johns para o Gavião Negro. Seguindo suas reencarnações passadas e futuras, ele e a Mulher-Gavião procuram uma maneira de tentar mudar o destino que os empurra para a morte, sempre pelas mãos de seu inimigo Hath-Set, também sempre reencarnado. A este, some-se o drama de Kendra não se lembrar de suas vidas passadas (o que a impede de aceitar o amor do Gavião) e a busca pelo seu avô seqüestrado, Speed Saunders.

Com participações de Eléktron e Sr. Destino, a história é envolvente e a primeira parte, situada no oeste americano do século 19 e estrelada pelas pouco conhecidas reencarnações Falcão da Noite e Cinnamon, é uma das melhores, trazendo referências à já distante Crise Nas Infinitas Terras. Mais uma bela edição de DC Especial. Nota 8,5.


DC Especial 9 - Gavião Negro (Março 2006, setorizada) - 148 páginas - R$ 14,90

12/06/2006

X-Men - O Confronto Final


Entrei no cinema achando que não fosse gostar muito. Foram gastas muitas gotas de fel pra falar deste filme, que chegou cercado de expectativas sobre o trabalho do diretor Brett Ratner (chamado às pressas pra substituir Bryan Singer), sobre o tratamento dado às histórias clássicas que serviram de base para o roteiro e sobre o destino de personagens cujos atores manifestaram desejo de não voltar para um possível quarto filme. Felizmente, mesmo longe da perfeição, X-Men - O Confronto Final entra com louvor para o rol das grandes adaptações de HQs para o cinema.

Primeiro, os defeitos: o caráter assumidamente "pipoca" deste terceiro x-filme encurtou a duração das habituais 2h00m para cerca de uma 1h40m, o que tornou inviável qualquer maior aprofundamento no caráter de personagens como o Anjo, de todos o mais subaproveitado. A sonhada "cena do Sentinela" é a coisa mais trash que poderiam ter feito, sem uma aparição efetiva do monstrão de metal e uma cabeça de boneco que não faria vergonha ao Torak, aquele inimigo do Falcon (se você tem 30 anos ou mais, sabe do que eu estou falando).

Pois bem. Combinado que não estamos falando de um filme que se preocupa tanto com analogias sociológicas como os dois primeiros, estamos aqui diante de um espetáculo de ação de primeira grandeza. O filme é um amontoado de cenas inesquecíveis, que divertem e entorpecem o cérebro, mas sem insultar demais a inteligência ou o coração do fã mais roxo.

Aliás, só mesmo fanboys muito implicantes reclamariam da ausência do "efeito Fênix" a cada aparição de Jean Grey, quando a transfiguração facial apresentada no filme é muito mais eficaz como imagem do mal do que uma pirotecnia em forma de pássaro. É dela a melhor cena do filme, na reprodução do embate mental com Xavier, com conseqüências devastadoras para os X-Men e para a casa dos Grey.

O Fera ganha merecido destaque, como secretário do governo para assuntos mutantes e, depois, como parte dos X-Men no fantástico ataque de Magneto e sua Irmandade à prisão de Alcatraz, onde está o centro das pesquisas de cura do gene X. A cena em que ele arranca a Golden Gate para chegar à ilha e a luta que se sucede estão entre os grandes momentos. Mas há gratas surpresas vindas de personagens menores, como Kitty Pryde, o Fanático e um cara que tem os poderes de Medula (transformar lascas dos próprios ossos em armas mortais), mas nem chega a abrir a boca enquanto abre furos em Wolverine.

Se a Marvel pretende prosseguir com a franquia, terá grandes problemas num possível próximo filme: personagens importantes encontram seu fim neste, alguns atores podem não querer voltar aos seus personagens e pode não haver bons mutantes para colocar na tela (quem iria querer ver um Larval, por exemplo?). Minhas apostas: Banshee (o velho irlandês gritalhão sempre foi um de meus favoritos), Destrutor (tem que haver um Summers na escola) e Emma Frost (bem escrota e pedante, como convém).

Enfim, valeu a espera e, mais importante ainda, valeu o dinheiro do ingresso. Se este foi mesmo o último filme da série X-Men nos cinemas, a trilogia foi fechada de forma digna. Nota 9,0.

09/06/2006

Ingleses de ontem e de hoje

Quero falar de dois discos muito importantes, um novíssimo e outro já perto da maioridade. São produtos da Inglaterra, o país que não inventou o rock, mas que não deixa ele morrer, enquanto a música norte-americana sucumbe a ídolos teen e à força comercial e estética do hip-hop.


O primeiro é o novo álbum do Keane, Under The Iron Sea, que confirma o trio formado por Tom Chaplin, Richard Hughes e Tim Rice-Oxley como uma das melhores bandas em atividade. A julgar pelo poder de canções como "Atlantic", "Is It Any Wonder" (cuja guitarra introdutória é puro The Edge!), "A Bad Dream" e "Try Again", este disco deve ser para o Keane o que A Rush Of Blood To The Head foi para o Coldplay, o disco que os tornou uma febre mundial. Com uma vantagem: Chaplin é um cantor muito melhor do que Chris Martin. A banda dá um passo à frente e toma cuidado com o uso do piano, antes em primeiríssimo plano no anterior, Hopes And Fears. O disco sai oficialmente na Inglaterra na próxima segunda-feira, mas já é possível achá-lo na net, com excelente qualidade de áudio.


O segundo é o excelente Violator, de 1990, considerado por muitos como o melhor e mais equilibrado disco do Depeche Mode. O casamento de melodias pop com experimentalismo eletrônico gerou canções maravilhosas como "Enjoy The Silence", "Halo", "World In My Eyes", "Personal Jesus" e "Policy Of Truth". As letras são soturnas e o vocal de Dave Gahan, bem dramático. Para quem acha que eles desapareceram, o DM continua muito vivo, lançando discos que, se não escalam as paradas, são reconhecidos como trabalhos interessantes e maduros. Seu último lançamento foi Playing The Angel (2005).

08/06/2006

A menina da foto com o passarinho

- Por favor, saia das sombras. Eu já vi você.
- Eu não estava me escondendo.
- Pois parecia. O que quer aqui?
- Quero entender.
- Entender o que, posso saber?
- Entender como teve coragem de fazer o que fez.
- Não devo explicações. Eu devia chamar o segurança.
- Não deixa de ser curioso que você tenha um segurança, quando mais merecia um carcereiro.
- Eu fui solta, meu lindo. Não sou fugitiva. Você não lê jornal? Não vê TV?
- Sim, eu vejo, e custo a acreditar nas coisas que acontecem neste país. O lugar de onde venho não é nenhum paraíso, mas o Brasil surpreende até aos mais céticos.
- É mesmo, né? Sua cidade não está cheia de bandido pra você prender? O que você veio fazer aqui, afinal?
- Como eu disse, vim tentar entender. O que você fez precisa de explicação, embora desafie a lógica.
- Perdeu seu tempo. Não vou dizer nada. Vai que está gravando aí, por baixo dessa roupa toda...
- Minhas atividades não são sancionadas pelas autoridades. Eu não poderia estar trabalhando pra elas.
- Ah, é? Bom, então, pergunte. Pode ser divertido.
- Eram seus pais! Como pôde?
- Você teria que conviver com eles pra saber.
- Os laudos policiais dizem que não há histórico de maus tratos ou mesmo convivência difícil, nada! O que eles fizeram a você?
- Ah, sei lá! Eles me enchiam. Só isso, acho.
- Aí, como eles a enchiam, você os matou.
- Não. Eu mandei matar.
- Há diferença?
- Pensando bem, não.
- Você foi louca ou muito burra de pensar que ninguém descobriria.
- Meu amor, estamos no Brasil! Crimes sem solução são a regra, não a exceção.
- Mas eu viria até você, de qualquer maneira.
- Ui, que medo! Ah, não enche, você, também!
- Deve estar feliz com a repercussão. Gosta da fama?
- Não. Preferia que tivesse dado tudo certo e ninguém me conhecesse.
- Achei que gostasse da atenção da mídia, a julgar por aquela entrevista patética.
- Foi patética, mesmo. Fui uma burra, mas só estava fazendo o que meu advogado mandou. Eu disse que não conseguiria. Você viu aquela foto com o passarinho?
- Sim.
- Ficou linda, né?
- ...
- Pode ir embora agora? Quero dormir.
- Você matou seus pais e consegue dormir. Como? Como, Suzane?
- Por que tanto interesse na morte de meus pais? O que isso tem a ver contigo? Por que se abalar de tão longe até aqui pra me perguntar isso?
- Não importa. Você jamais entenderia.
- Oh, será que o grande Batman tem um segredinho?
- No meu ramo, todos têm vários segredos, mas eles existem para nos proteger e àqueles que amamos. O seu segredo foi tramar a morte de duas pessoas que deveriam ser sagradas para você. Mas, acredite: a justiça vai alcançá-la.
- Tá, tá, tá. Tudo isso é muito lindo, muito heróico, mas eu preciso dormir. Se quiser, pode ficar aí nas sombras o quanto quiser. Só não rouba nada, tá bom?
-...
- Ué? Cadê? Me virei por um segundo... babaca... ainda por cima, some e me deixa falando sozinha.

06/06/2006

Cowboy Junkies - Lay It Down


Há exatos dez anos, a banda canadense Cowboy Junkies soltava este disco maravilhoso, um dos mais preciosos itens a enfeitar minha estante. Poucas vezes a banda conseguiu aliar, com tanta perfeição, sua delicadeza acústica, as tocantes letras de Michael Timmins e o senso melódico que tange o pop, mas sem resvalar na obviedade.

Logo depois de um disco de blues elétrico e furioso (Pale Sun, Crescent Moon), a banda surge tranqüila no som folk e inquieta nas palavras cantadas com inigualável doçura por Margo Timmins. Canções como "Angel Mine" e "Lonely Sinking Feeling" estão entre as coisas mais bonitas que já tive o prazer de ouvir. A primeira, uma ode apaixonada e bucólica; a outra, uma indagação de como pode o amor acabar de repente, quando tudo parece tão bem.

"Just Want To See" é carregada de humor negro e insinuações de infidelidade. "Bea's Song" é um daqueles monumentos sobre a vida amorosa dos caipiras que Michael sempre escreveu tão bem, com reflexões adultas e quase sempre sob o ponto de vista feminino. Já "Musical Key" é arrepiante em suas descrições da infância ao lado de pais e mães amorosos e saudosos.

Estranhamente, o sucesso planetário não aconteceu e o disco seguinte, Miles From Our Home, embora de produção impecável, não tinha o mesmo punch melódico deste e a banda acabou distanciando-se cada vez mais do pop, restringindo seu sucesso aos fãs mais roxos. Uma volta à mídia seria bem-vinda. Cowboy Junkies é uma banda inteligente e de personalidade, artigo raro nos dias que correm.

Faixas: "Something More Besides You", "A Common Disaster", "Lay It Down", "Hold On To Me", "Come Calling (His Song)", "Just Want To See", "Lonely Sinking Feeling", "Angel Mine", "Bea's Song (River Song Trilogy, Part II)", "Musical Key", "Speaking Confidentially", "Come Calling (Her Song)", "Now I Know"

Marvel Millennium 53


Primeiro pecado mortal: não tem Supremos! Mas até que, apesar desse grave porém, MMHA 53 dá um caldo com sustança. Vamos lá!

Homem-Aranha
Brian M. Bendis e Mark Bagley
Há algo que me incomoda seriamente: de todas as séries Ultimate, a menos ousada, a que menos arrisca em relação ao Universo Marvel "normal", é a do Homem-Aranha. Enquanto X-Men e Supremos, por exemplo, são de uma subversão inacreditável, esta aqui praticamente limita-se a reapresentar o que já foi feito antes, exceto por um detalhe aqui e ali. Não fosse Bendis um exímio contador de histórias, esta série já teria ido pro beleléu. Apesar da recente coleção de momentos bocejantes, a volta de Harry Osborn como o Duende Macabro finalmente ganha fôlego e a ação corre solta do início ao fim. Mark Bagley parece estar finalmente vencendo a preguiça de desenhar direito a série que lhe deu fama. Nota 8,0.

Quarteto Fantástico
Warren Ellis e Adam Kubert
A fuga da Zona-N, com o perigoso Nihil em seu encalço, obriga o Quarteto a pousar do jeito que dá e arrasar Las Vegas no processo, tornando inevitável a revelação de sua existência ao mundo. A misteriosa doença de Johnny também é explicada, em mais uma bela sacada científica maluca de Ellis. Kubert detona nos desenhos, mas tem splash pages demais para o que parece ser história de menos (no tamanho, não na qualidade). O trono de revista Ultimate mais divertida, que já foi do Aranha, agora é do Quarteto e ninguém tasca. Nota 9,0.

X-Men
Brian K. Vaughn e Steve Dillon
Enquanto a equipe enfrenta Warlock (uma cena e nada mais), Xavier tenta pôr um fim a uma situação de reféns em um banco de Westchester, provocada por gêmeos mutantes unidos pela cabeça (?!?). Com um detalhe delicioso: o Xavier millennium gosta de jogar baixíssimo, quando preciso! Ele não vê nada errado em ser um tremendo sacana, ao contrário da sua politicamente correta contraparte no Universo 616. Claro que, ao mesmo tempo, ele faz tudo que é preciso pra que ninguém se machuque. Uma história incomum no Ultiverso, que parece privilegiar mais a porrada e menos situações humanas comuns (exceção feita ao Aranha). Nota 8,5.

Marvel Millennium 53 (Maio/2006) - 100 páginas - R$ 6,90

05/06/2006

Superman & Batman 11


Estou de volta, porém, em doses homeopáticas, pessoal. Vamos ao review de Superman/Batman 11!

Superman & Batman
Jeph Loeb e Ed McGuinness
Nada sutil paródia dos Supremos, da Marvel, os Máximos são os guardiões de um universo que se parece com o nosso, mas que nunca ouviu falar de Superman e Batman, até que eles chegam lá e detonam o grupo, em suposta retaliação à também suposta morte de Lois Lane. A gente sabe que não é bem assim, mas os Máximos não vão deixar barato. Enquanto isso, Bizarro e Batzarro (eu não sabia que isso existia!) se juntam e o Capitão Marvel ressurge sabe-se lá de onde, o que está obviamente conectado com a vindoura Crise Infinita. Loeb demora a fazer sentido e não é nessa edição que a gente vai entender alguma coisa. Quanto a McGuinness (agora também exclusivo da Marvel - será que eles vão escrever e desenhar os Supremos? Isso é que é rir por último!), ele continua o mangazeiro safado de sempre, mas seu estilo casa bem com a ação ininterrupta de Loeb. Nota 7,0.

Mulher-Maravilha
Greg Rucka e James Raiz
Rapaz... Deixar a gente sem a MM de Rucka seria um sacrilégio sem tamanho da Panini! O cara não esquece nada: os conflitos entre o pacifismo e a natureza guerreira de Diana, sua relação com a Liga da Justiça, os jogos de interesses entre os olimpianos e os vilões recorrentes, além de gente perigosamente nova, como Veronica Cale - agora forçada a uma aliança com Circe. O confronto de Diana com o gigante Briareos é encerrado de maneira fulminante e surpreendente. Outra coisa legal: o Olimpo "fashion" imaginado por Rucka é muito interessante, ainda mais porque alguns deuses seguiram com o clássico, o que dá um contraste muito legal com os "moderninhos". Raiz é obviamente um desenhista tapa-buraco, mas dá conta do recado. Nota 9,5.

Arqueiro Verde
Judd Winick e Rodney Ramos
A história não é ruim, mas, dá um certo bode ver uma equipe tão legal quanto os arqueiros enfrentando um vilão robótico imbecil feito o Barão do Petróleo (isso lá é nome de vilão que quer respeito?). Parece que Drakon (que eu nem conheci) vai dar um pouco mais de trabalho. Winick é igualmente amado e odiado, mas eu gosto. Já Ramos não fede, nem cheira. Nota 7,5.

Superman & Batman 11 (Maio/2006) - 100 páginas - R$ 6,90

02/06/2006

Marlo, de molho virtual...

Amigos, calma! Não morri, não estou doente, nem com bloqueio criativo de qualquer espécie. Estou apenas sofrendo nas mãos da tecnologia, com problemas de hardware (a parte que se chuta) e de software (a parte que se xinga). Segunda, se Deus quiser, tudo volta ao normal.

Lembretes rápidos:

1) Superman & Batman 11 e Marvel Millennium 53 estão excelentes. Resenhas em breve!

2) A Panini entrou de vez no mercado dos produtos de luxo: depois da compilação de LJA/Vingadores, é a vez de Silêncio (Jeph Loeb/Jim Lee) ganhar uma edição especial, com toneladas de extras e capa dura. Não tem preço anunciado, mas, dado o número de páginas (340!), não deve ficar por menos de R$ 50.

3) X-Men 3 também ganha resenha na minha volta.

4) O Brasil devia ter vergonha de fazer amistoso com Lucerna (?!?), enquanto as outras seleções digladiam-se em peladas empolgantes de verdade.

5) Copa do Mundo e São João, tudo junto: morar no Nordeste é bom demais!