Não é mais segredo: a nova DC Comics aporta nas bancas brasileiras em junho.
A Panini Comics revelou ontem que, para nossa surpresa, vai publicar todos os 52 títulos do famoso reboot de setembro de 2011. Confirmando meu palpite, a espera entre a publicação americana e a brasileira cai de 12 para 9 meses. Ainda é muito, nesses tempos de internet, mas é o que tem pra hoje.
A principal novidade está na forma como vários desses títulos chegarão aos leitores.
Como lá fora, todos as revistas começam do número 1. Enquanto os títulos atuais (Superman, Batman, Liga da Justiça, Lanterna Verde, Universo DC e A Sombra do Batman) continuam sendo publicados (sendo que Liga da Justiça volta a ser uma revista "magrinha", com 3 histórias), já em junho, o Flash também ganha uma revista própria.
Os mixes iniciais estão distribuídos assim:
BATMAN
68 páginas (Batman, Batman - The Dark Knight e Detective Comics)
SUPERMAN
68 páginas (Action Comics, Superman e Supergirl)
LANTERNA VERDE
68 páginas (Green Lantern, Green Lantern Corps e New Guardians)
LIGA DA JUSTIÇA
68 páginas (Justice League, Justice League International e Captain Atom)
FLASH
68 páginas (Flash, Green Arrow e Deathstroke)
UNIVERSO DC
148 páginas (Aquaman, Wonder Woman, The Savage Hawkman, Fury of the Firestorm, Mister Terrific, OMAC e Blackhawks)
A SOMBRA DO BATMAN
148 páginas (Batman & Robin, Batwoman, Batgirl, Catwoman, Nightwing, Red Hood and the Outlaws e Batwing)
Boa parte dos títulos, publicados em parceria com a Devir e a Comix, terão distribuição exclusiva em comic shops físicas e virtuais, sem passar pelas bancas comuns. Inicialmente, serão os seguintes:
NOVOS TITÃS & SUPERBOY
52 páginas (Teen Titans e Superboy)
ESQUADRÃO SUICIDA & AVES DE RAPINA
52 páginas (Suicide Squad e Birds of Prey)
UNIVERSO DC APRESENTA: DESAFIADOR
52 páginas (DCU Presents: Deadman)
FRANKENSTEIN, AGENTE DA S.O.M.B.R.A
52 páginas (Frankenstein: Agent of SHADE)
Um novo título será anunciado para breve e publicado em julho. O fato de certas revistas possuírem apenas um personagem com duas histórias me faz crer que algumas delas serão bimestrais, para efeito de sincronia com as demais.
Todas as capas das edições 1 da Nova DC virarão cards colecionáveis, espalhados pelas novas revistas. Alguns deles fazem menção a títulos sobre o qual ainda não se conhece detalhe algum, como Tropa dos Lanterna Verdes e Grandes Astros do Faroeste.
Algumas séries importantes do reboot, como Justice League Dark, Swamp Thing, Animal Man e Stormwatch, entre outras, ainda não têm sua situação definida. Torço para que algumas delas sejam publicadas em arcos completos, nos moldes da antiga DC Especial.
Algumas pequenas considerações:
Primeiro, seja por legítima fé no desempenho do reboot no Brasil ou por pressão da DC Comics para que todo o seu material visse a luz do dia por aqui, a Panini está de parabéns por fazê-lo. Logicamente, poucos serão os leitores dispostos ou abastados o suficiente para comprar todas as revistas, mas assumo que estou animado a adquirir algumas entre as principais.
As informações de pré-venda de algumas lojas virtuais fazem crer que as revistas, mesmo tendo estruturas semelhantes, poderão ter preços diferentes. Por exemplo: enquanto Liga da Justiça 1 está anunciada por R$ 5,90, Superman 1 deve ser vendida por R$ 6,60. A Sombra do Batman 1, com suas sete histórias em 148 páginas, custará R$ 14,90, enquanto Universo DC 1, com estrutura igual, sairá por R$ 16,90. Aparentemente, a política de preços da Panini agora se baseia na tiragem, privilegiando as que vendem melhor com um preço mais convidativo.
Entretanto, apesar das boas novidades, um velho problema persiste: as revistas mix obrigam o leitor a levar pra casa certas tranqueiras que normalmente dispensaria - e a Panini, matreira que só ela, deu um jeito de espalhar as melhores séries em vários títulos.
Por exemplo, o sonho de qualquer batmaníaco seria ver a sensacional Batman (de Scott Snyder) publicada junto com a divertida Batman & Robin (de Peter Tomasi), mas esta última foi jogada em A Sombra, enquanto o título principal ganhou a questionável companhia da Detective Comics (de Tony Daniel) e The Dark Knight (de David Finch).
Eu quero muito ler Aquaman e Mulher-Maravilha, mas, pra isso, vou precisar levar a reboque as já extintas Sr. Incrível, OMAC, Falcões Negros e a criticada A Fúria de Nuclear. Outra coisa: como é que Novos Titãs, uma equipe que sempre foi popular por aqui, é jogada nas comic shops, enquanto que um zero à esquerda feito o Capitão Átomo pega carona no praticamente certo sucesso da Liga da Justiça? Tudo bem, tudo bem. Publicar revistas é, afinal, um negócio. Qual seria a perspectiva de venda para uma revista só de restolhos, né?
Vamos torcer, então, para que a Panini possa cumprir prazos e esquivar-se de percalços, como problemas de revisão. Como podemos imaginar, não devem existir garantias de que as 52 revistas continuem sendo publicadas aqui indefinidamente, mas, pelo menos, por enquanto, acho que dá pra os leitores aposentarem seu já gasto bordão "Chega de descaso com a DC!". Difícil, agora, será acompanhar tudo. Seja como for, é a reprise local de um momento histórico e, como fãs desses personagens, creio que podemos comemorar.























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