19/12/2007

Las Palabras de Amor

Las Palabras de Amor

O Queen volta à minha vida em ciclos. Durante os primeiros anos da minha juventude (eu sou jovem até hoje, ora!), gostava de ver aqueles vídeos extravagantes, grandiosos, alguns com efeitos especiais bacanas e estava aprendendo a curtir a boa música gringa. Passaram os anos, Freddie Mercury morreu e o Queen saiu da ordem do dia. No começo desta década, fui novamente despertado para a qualidade da música de Freddie & Cia. pelo amigo Alex (aniversariante do dia!), regular leitor e comentarista deste blog, além de fã ferrenho da banda. Agora, perto do fim da década, convivo com outro fã incondicional, meu colega professor Fabiano.

O gosto é uma coisa relativa, mas é fácil entender a adoração que o Queen provoca em seus fãs: todos tocavam muito bem, todos cantavam muito bem e Freddie Mercury provavelmente foi a mais completa criatura de palco que o showbusiness viu nascer. Suas canções são musicalmente refinadas e, ao mesmo tempo, incrivelmente pop. Para quem entende inglês, existe ainda um atrativo extra: muito antes de a auto-ajuda virar a muleta para escritores medíocres que é hoje, o Queen já falava abertamente da necessidade de os seres humanos se amarem. Freddie Mercury gritava sobre e contra o vazio existencial em canções que explodiam em refrãos apaixonantes e sem medo de que parecesse brega fazê-las ostentar títulos como “amigos serão amigos”, “salve-me”, “você é meu melhor amigo” e “amor demais pode te matar”.

Pode soar melodramático, mas artistas como Mercury e (diferenças musicais à parte) Renato Russo tornaram-se objeto de adoração não apenas porque cantavam como poucos, mas porque tinham a capacidade de dar esperança a quem os ouvia. Não deixa de ser irônico que ambos tenham sucumbido à mesma enfermidade (ainda) sem esperança de cura, a AIDS. Ambos também seguiram trabalhando até o limite de suas forças e fizeram de seus últimos trabalhos em vida (Innuendo e A Tempestade) lamentos dolorosos sobre a inevitabilidade do fim.

Artistas assim fazem muito mais falta hoje. Parece não haver tempo para esta nova geração refletir sobre qualquer coisa que não esteja no alcance da órbita do seu próprio umbigo e, quando o fazem, é com a pobreza poética de um Jota Quest, por exemplo. Talvez não haja mais lugar para popstars de caráter messiânico nos tempos que correm. A velocidade com que a produção musical é feita, consumida e descartada deixa pouco espaço para sutilezas líricas ou aprofundamentos psicológicos.

Os grandes males a ser combatidos neste século não são apenas as causas e efeitos da destruição ambiental: o egoísmo, a indiferença e o desrespeito fazem estragos muito mais profundos e duradouros. Pouco vai adiantar preservar o planeta se a gente não descobrir uma maneira de viver juntos. Não faz sentido viver num planeta em que crianças dão gargalhadas sarcásticas quando perguntados se vão à igreja – bem ou mal, lá ainda se aprendem valiosas lições de amor ao próximo. Vamos torcer para que, em 2008, mais gente descubra Freddie Mercury e tenha a coragem de olhar para a pessoa ao lado e dizer: “salve-me / salve-me / eu não consigo enfrentar esta vida sozinho”.

Feliz Natal a todos os que passarem por aqui. Nós os amamos.

“Las Palabras de Amor” é uma canção do Queen que consta do disco Hot Space (1981) e a ilustração do post é a de uma estátua de Freddie Mercury em Montreux, Suíça, à beira do Lago Genebra.

15/12/2007

Resumão Panini/DC - Novembro 2007

Resumão Panini/DC - Novembro 2007

Novembro foi mesmo um mês especial para os decenautas. Não apenas por causa dos belos pôsteres encartados nas edições 60 de Batman, Superman e Liga da Justiça (com arte de Alex Ross), mas, também, porque até mesmo séries chinfrins como Robin, Íon e Batalha Por Blüdhaven tiveram capítulos decentes - e os Titãs de Geoff Johns finalmente reencontraram a trilha da aventura.


As cinco MELHORES histórias do mês:

1 - Batman: "Batman & Filho", parte 3 (roteiro de Grant Morrison, arte de Andy Kubert, publicada em Batman 60)
Um momento bastante esperado: o filho adotivo de Bruce Wayne, Tim Drake, encontra (e enfrenta) o suposto filho biológico, Damian. Não sou a favor de spoilers, mas você precisa saber e, diante disso, indignar-se ou vibrar: o moleque lava o chão com o Robin. Como se fosse pouco, dá provas de que sabe tudo de combate ao crime... lá do jeito dele. Morrison nos diverte colocando o Morceg
o atônito diante da novidade de ter em casa um filho insuportável como Damian. Sem dúvida, o grande momento do Batman em anos.

2 - Liga da Justiça: "O Rastro do Tornado", parte 2 (roteiro de Brad Meltzer, arte de Ed Benes, publicada em Liga da Justiça 60)

3 - Superman: "A Queda de Camelot", partes 3 e 4 (roteiro de Kurt Busiek, arte de Carlos Pacheco, publicada em Superman 60)


4 - Xeque-Mate: "Esquadrão Paralelo", parte 1 (roteiro de Greg Rucka, Nunzio de Phillips e Christina Weir, arte de Cliff Richards, publicada em Universo DC 6)

5 - Novos Titãs: "Volta Ao Mundo", parte 3 (roteiro de Geoff Johns, arte de Tony S. Daniel, publicada em Novos Titãs 41)




As cinco PIORES histórias do mês:

1 - Renegados: "Cientistas Loucos", parte 1 (roteiro de Judd Winick, arte de Matthew Clark e Ron Randall, publicada em Novos Titãs 41)
No comecinho, os Renegados de Judd Winick tinham aquele jeitão de blockbuster, com ação grandiosa e diálogos rápidos e divertidos. Com o tempo, Winick parece que foi perdendo o tesão de escrever a série, metendo os heróis em conflitos sem-graça e fazendo-os enfrentar seguidamente vilões bananas como Cérebro e Mallah. A engraçada paixão homossexual platônica entre o cientista e o gorila ajuda a aliviar a ruindade com alguns bons diálogos, mas, no geral, Winick perdeu a mão e o rumo.

2 - Asa Noturna: "Resoluções" (roteiro de Bruce Jones, arte de Robert Teranishi, publicada em Batman 60).

3 - Supergirl: "Peixe Fora D'Água" (roteiro de Joe Kelly, arte de Joe Benitez, publicada em Superman 60).

4 - Aves de Rapina: "Caçada", parte 3 (roteiro de Gail Simone, arte de James Raiz, publicada em Novos Titãs 41)

5 - Flash: "Rápido Como Um Raio Engarrafado", parte 5 (roteiro de Danny Bilson e Paul Demeo, arte de Ron Adrian, publicada em Os Melhores do Mundo 5)


Mestres do Lápis: Carlos Pacheco (Superman) e Tim Sale (Superman Confidencial)

Mestres da Foice: Matthew Clark (Renegados, Superman & Batman) e Brad Walker (Sexteto Secreto)


Capa mais bonita do mês: Liga da Justiça 60


Capa mais feia do mês: Superman & Batman 29

14/12/2007

2007 no Retrovisor - Música

2007 no Retrovisor - Música

Você não vai negar: os artistas black dos EUA estão sempre descobrindo novos timbres e batidas impossíveis de se resistir; as mulheres são todas umas gostosonas e sabem disso muito bem; os clipes são convites à lascívia, com todo aquele luxo e aquela galera malhada se pegando sem pudor. Dá pra entender por que eles não arredam pé do alto das paradas – afinal, é isso mesmo que o povo quer ver. Mesmo assim, continuo achando pernicioso e superficial, nada além de uma versão mais endinheirada do gangsta rap, agora endossada por mulheres como Beyoncé, Rihanna e Pussycat Dolls, que fizeram das próprias bundas o centro do seu universo. Por muito menos, a gente crucificou a pobre Carla Perez.

Apesar disso, 2007 é um ano que vai deixar saudade. Como reclamar de um período que foi aberto com o estouro de Amy Winehouse (Back To Black) e a chegada de Mika (Life In Cartoon Motion)? Arctic Monkeys e The Arcade Fire justificaram a adoração da estréia, com segundos álbuns sensacionais (respectivamente, Favourite Worst Nightmare e Neon Bible). Até o antes inofensivo Maroon 5 saiu-se com um trabalho de gente grande (It Won’t Be Soon Before Long), enquanto Norah Jones manteve a classe habitual (com Not Too Late). Como se fosse pouco, o Wilco retomou a trilha folk, abandonada desde Being There (1996), para nos entregar o maravilhoso Sky Blue Sky.

Este também foi o ano em que a indústria sacou que precisa aprender a sobreviver sem vender CD. Dois grandes artistas abriram a pontapés as portas da nova era: Prince e Radiohead. O primeiro liberou três milhões de downloads do seu Planet Earth, além de encartá-lo de brinde em um jornal. O Radiohead foi mais longe e jogou para o ouvinte a responsabilidade de dizer o quanto valia seu trabalho, como naquele velho comercial das Casas Bahia: “quer pagar quanto?”. Como tudo que é bom dura pouco, os downloads gratuitos já foram suspensos e In Rainbows acaba de ganhar plataforma física (ou seja, o CD).

Aqui no Brasil, não houve muito a comemorar, mas, pelo menos, o cenário não foi desolador como em 2006. Se, por um lado, o filme Tropa de Elite trouxe de volta um nefasto canto de guerra dos pitboys (“Tropa de Elite”, a canção do Tihuana) e transformou em febre um funk proibidão (“Funk das Armas”, MCs Júnior e Leonardo), por outro, tivemos a volta do eternamente contradiório Lobão às grandes gravadoras, depois de anos de guerra – mas, diante da beleza pungente do seu Acústico MTV, quem há de censurá-lo? Fazendo o caminho inverso, o Pato Fu lançou o delicado Daqui Pro Futuro, enquanto Sim transformou Vanessa da Mata em superstar da MPB, derrubando Ivete Sangalo do alto das paradas, com seu dueto com Ben Harper (“Boa Sorte/Good Luck”). Perto do fim do ano, a Nação Zumbi se reinventa e lança mais um manifesto contra a mediocridade, Fome de Tudo.

Mais um motivo para estourar o champagne: em 2007, não fuçaram nos restos da obra de Renato Russo, em busca de gravações tecnicamente pífias e com vocais decadentes. Melhor assim.


Top 5 2007 - Músicas Internacionais

Amy Winehouse - "Rehab"
Arctic Monkeys - "Brianstorm"
Maroon 5 - "Makes Me Wonder"
Mika - "Grace Kelly"
Wilco - "Impossible Germany"

Vade Retro: Rihanna & Jay-Z - "Umbrella"


Top 5 2007 - Músicas Nacionais

Capital Inicial - "Aqui"
Carlinhos Brown - "Te Amo Família"
Lobão - "Vou Te Levar"
Nando Reis - "Espatódea"
Vanessa da Mata - "Você Vai Me Destruir"

Vade Retro: MCs Júnior e Leonardo - "Rap das Armas"

Cartazes de The Dark Knight

Cartazes de The Dark Knight

Dois ótimos motivos para você roer as unhas e desejar o fim de 2007:



Atualizando: TRÊS motivos!

11/12/2007

Resultado da Promoção Will Eisner

Resultado da Promoção Will Eisner

O rabudo ganhador da primeira grande promoção do Catapop é o leitor Thiago Messias! Nosso amigo vai receber em casa o livro Um Contrato Com Deus, a primeira graphic novel da história, em edição da Devir com luxuoso acabamento!

O método de sorteio foi o mais cientificamente comprovado de todos: papéis com os nomes dos 23 comentaristas do período da promoção, dobrados e jogados para o alto com precisão zero. O que caísse na minha mão seria o ganhador, e assim foi.

Parabéns ao Thiago! Quanto a você que não ganhou, não desista! O Catapop tem boas surpresas reservadas para 2008! Continue visitando e comentando!

04/12/2007

DVD: Dreamgirls

DVD: Dreamgirls

Filmes sobre a época de ouro da soul music sempre valem a pena. Afinal, mesmo quando a história é uma droga, a música costuma ser uma maravilha. Não é diferente com Dreamgirls, musical de Bill Condon (Chicago), estrelado por Eddie Murphy, Jamie Foxx, Beyoncé Knowles e a vencedora do Oscar 2007, Jennifer Hudson. O filme é baseado em um musical homônimo da Broadway.

A história das Dreamettes, trio formado por Effie White (Hudson), Deena Jones (Beyoncé) e Lorrell Robinson (Ainka Noni Rose) é livremente inspirada na trajetória das Supremes, girl group de onde saiu Diana Ross. Cobrindo cerca de 20 anos de história, o filme tem origem na fase áurea do R&B (quando cantores de fato cantavam, ao invés de fazer rap e dizer 'ahn, ahn'), lá pela metade dos anos 60. Depois de anos de tentativas frustradas em concursos e festivais, a chance de sucesso das Dreamettes chega com Jimmy Early (Eddie Murphy), um cantor que se acha muito maior do que realmente é. Contratadas como backing singers, elas logo descobrem que o showbiz é cheio de traições, drogas, armadilhas, e que nem tudo que se combina é o que se cumpre.


Não bastasse este clichê-mor, ainda há o para lá de óbvio conflito entre a talentosa e problemática Effie e suas colegas, regado a ciúmes artísticos e pessoais, principalmente em relação a Deena Jones, com voz menos educada, mas muito mais bonita, e que logo torna-se a preferida dos empresários e do público. Na vida real, foi assim com Diana Ross, a menos talentosa das três Supremes, mas que subiu a um nível de estrelato só imaginado pelas outras duas (Mary Wilson e Florence Ballard), graças à sua beleza e sensualidade.


Conforme o filme avança no tempo e aquela soul music alto astral vai dando lugar à baba açucarada do fim dos anos 70 e início dos 80, os números musicais (usados também para contar a história) vão se tornando cada vez mais longos e melosos, chegando a níveis insuportáveis na seqüência que culmina no desligamento de Effie White do grupo. É um suplício de exibicionismo vocal, daqueles de deixar Whitney Houston com urticária. Se você estiver num bom dia e superar o tédio avassalador de passagens como esta, há de se divertir, pois o elenco está todo muito bem - embora indicar Beyoncé a qualquer prêmio tenha sido um exagero - e, como eu disse no início, boa parte das canções originais compensa certos deslizes. Nota 7,0.

18/11/2007

Tropa de Elite (Batman)

Tropa de Elite
por The Batman

Brasileiro gosta de bandido. Gosta muito, e não é de hoje. Basta lembrar da glorificação midiática de gente como o carioca Escadinha, que, na década de 80, fugiu de Bangu 1 em um helicóptero. Ou do goiano Leonardo Pareja, que, nos anos 90, deu uma canseira na polícia de vários estados. Gente assim costuma ser vista como "heróis marginais", pelo simples fato de desafiarem o Estado, coisa que nós, brasileiros, por causa dos sucessivos desvios submetidos às instituições, aprendemos a enxergar como virtude. Escadinha e Pareja, porém, não tinham nada de heróis: eram bandidos cruéis.

Traficantes de drogas também são assassinos cruéis, gente da pior espécie. O fato de que eles compram alimentos ou remédios para os moradores da favela pode parecer um ato de assistência social onde o Estado não chega, mas mostra apenas que eles sabem conquistar a conivência e o silêncio da população - mas ai de quem não andar na linha, ai de quem não pagar pela "segurança", ai de quem levantar a voz. É bala na testa, vacilão. Não tem perdão.

Estou falando obviedades? Pode ser, mas existe por aí um monte de intelectuais inventando justificativas sociológicas para a violência. A tal da "consciência social" é uma praga. Na cabeça dessa gente, quem entra para o tráfico o faz por mera falta de oportunidades e são todos uns coitadinhos, vítimas do Estado injusto. Quando traficantes acabam mortos ou presos, logo surge um batalhão de ONGs e artistas "conscientes", falando sobre direitos humanos. Sabendo que vão poder contar com uma luz dramática e um borrão ou tarja sobre os olhos, quando dão entrevista na TV, os bandidos mais safados do planeta capricham na cabeça baixa, na cara de coitado e no discurso para justificar o injustificável.

Existe ainda o mito de que todo pobre é bonzinho. Aqui vai uma novidade: não é. Essa distorção dos fatos gera um fato curioso: bandido pobre é um despossuído em busca da sobrevivência, bandido rico, como os playboys que espancaram uma empregada, pensando ser ela uma prostituta, merecem cadeia ou paredão, sem direito a julgamento. O fato é que bandidos, independentemente da classe social, são todos iguais: só gostam de si mesmos, de dinheiro e do poder de decidir sobre a vida e a morte. Essas coisas viciam seriamente.

Mas chega, que eu já falei demais do pano de fundo de Tropa de Elite e ainda nada do filme. É que ele merece aplausos por colocar bandido no seu devido lugar: o de bandido. Depois de décadas sendo obrigados a ver filmes que tomavam partido de assassinos, como Carandiru (que ainda por cima é um filme ruim), é um alento. Melhor ainda é ver a classe média-alta, metida a muito consciente e entendida das coisas, como patrocinadora e vítima preferencial da galera que toca o terror. No fundo, usuários de drogas ilícitas merecem tudo de ruim que lhes acontece - afinal, o primeiro "tapa" é sempre voluntário.

E não é que o filme pinte a polícia como honrada e boazinha, muito pelo contrário: não há alívio no detalhamento do esquema de corrupção e sacanagem que infesta a corporação. Chega a ser desesperador ver que as pessoas encarregadas de manter a ordem nas ruas não conseguem se entender, pecam pelo despreparo e pela má vontade e são ridiculamente mal aparelhados frente ao inimigo. Claro, usar essas coisas como justificativa para a corrupção policial é igual a acreditar que bandido só rouba e mata para não passar fome.

Tropa de Elite é um filme de ação que não faz feio frente aos melhores policiais norte-americanos dos últimos anos, apesar das óbvias diferenças orçamentárias. É um filme sério, que mete o dedo na ferida e dá aquele giro que faz gritar de dor, muito bem feito e com a sorte de contar com um protagonista superlativo, em atuação memorável. Todo o elenco está muito bem, sem aquele ranço teatral que costuma afetar as produções nacionais, mas é impossível não se impressionar com o trabalho de Wagner Moura, o Capitão Nascimento, preocupado em encontrar um substituto, agora que será pai. Especialmente de arrepiar é a cena em que ele explode com a própria esposa, que acabara de ter seu filho, após a morte de um colega. No fundo, qualquer pessoa com o mínimo de brios teria feito o mesmo.

O filme ainda é um fenômeno pop: bordões como "pede pra sair!" ganharam as ruas e as paródias pipocam em TVs, rádios e internet. Não é pouco, já que filmes nacionais costumam ser sistematicamente ignorados pelo grosso da população. Se há algo altamente condenável nele, é ter tornado febre aquele irritante funk de bandido que toca durante todo o filme e ter ressuscitado o Tihuana e aquele detestável hino dos pitboys, mas, mesmo que para certos crimes não exista perdão, tudo isso não passa de detalhe. Nota 10.

15/11/2007

Especial de Especiais

Especial de Especiais

DC Especial 14 - Gotham City Contra O Crime, Vol. 5

Vai ser difícil dar adeus a esta série, quando sair o DC Especial 16, no mês que vem. Não há uma só seqüência de histórias de Gotham Central que não seja, no mínimo, interessante - e as duas que compõem esta coletânea são especialmente formidáveis. Na primeira, de Ed Brubaker e Jason Alexander, um pastor televisivo é encontrado morto e as evidências incriminam a Mulher-Gato - o que não é o bastante para convencer a esperta oficial Josie Mac (que guarda um segredo de seus colegas do DPGC). Ainda que colocar um religioso em situações comprometedoras seja um clichê, o trabalho dos detetives é o grande barato da série. Na segunda, de Greg Rucka e Stefano Gaudiano, mortes ligadas a dejetos químicos levam os policias de Gotham a Keystone City, cidade do Flash, onde está o principal suspeito: o Dr. Alquimia. A caracterização do personagem à la Hannibal Lecter força um pouco a mão, mas, apesar disso, é uma história memorável. Atenção para a curta, porém marcante, cena da surra aplicada por Renée Montoya. Nota 10.


Justiça 2, 3, 4 e 5

Você já deve saber: Alex Ross, Jim Krueger e Doug Braithwaite reciclaram os Superamigos e a Legião do Mal para o século 21. A reformulação não foi meramente cosmética (principalmente no visual de alguns vilões, modificados com grandes sacadas): esqueçam as piadinhas, frases feitas e armas "futuristas" com barulhinhos invocados. O negócio aqui é sério, grandioso e hardcore. Toda a LJA titular cai em ataques simultâneos dos vilões às suas vidas civis. Ao mesmo tempo, a Legião do Mal começa a resolver problemas como a seca e a fome, para mostrar que o mundo não precisa da Liga, mas de gente com vontade de mudar as coisas. Claro que altruísmo não é forte de Luthor e sua gangue, e tem muita coisa errada acontecendo nesse meio-tempo. Destaque para os arrepiantes apuros de Aquaman nas mãos de Brainiac, o horrível corte que a Mulher-Leopardo faz na cara da Mulher-Maravilha e a sensacional intervenção do Capitão Marvel. Se Justiça tem um problema maior do que sua ambição de ser a história definitiva da Liga, é a total ausência de humor. Tudo é muito dramático e carrancudo, Ross podia ter se levado um pouco menos a sério. Nota 9,0.


Grandes Astros Batman & Robin 5

De volta após seis meses de ausência das bancas, esta série retorna e continua me irritando profundamente. Nesta edição, somos apresentados à Liga da Justiça - ainda formada apenas por Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde e Homem-Borracha - e eles querem caçar o Batman. O problema nem é a descaracterização de alguns personagens - como aquela Diana em eterna TPM e aquele Hal Jordan banana, que certamente jamais seria convocado para portar um anel da Tropa. A culpa também não é de Jim Lee, o cara melhorou uma barbaridade em relação a sonolentas coleções de pin-ups como Silêncio e Pelo Amanhã e desenha páginas memoráveis. O problema é que, apesar de uma cena legal de patrulha do Batman, em que ele impede um estupro e tritura os bandidos, a história não avançou quase nada desde o fim da edição 1. Quando vai acontecer alguma coisa, afinal? Já não fazem mais "Frank Millers" como antigamente. Nota 4,0.

09/11/2007

Resumão Panini/DC - Outubro 2007

Resumão Panini/DC - Outubro 2007

As cinco MELHORES histórias do mês:

1 - Liga da Justiça: "O Rastro do Tornado", parte 1 (roteiro de Brad Meltzer, arte de Ed Benes, publicada em Liga da Justiça 59)
Depois da emoção da edição anterior, é hora de ação: a nova LJA começa a tomar forma! Nesta primeira parte, o Tornado Vermelho é o centro das atenções de heróis (Batman, Superman e Mulher-Maravilha discutem e divergem quanto ao seu recrutamento) e de vilões (com novos e misteriosos personagens interessados em seu corpo andróide). Uma lição a ser aprendida pelos Claremonts da vida: há muito texto, mas ele flui que é uma beleza. Meltzer é mestre e Ed Benes está contido e correto. Nada como ver a Liga de volta ao topo.

2 - Batman: "Batman & Filho", parte 2 (roteiro de Grant Morrison, arte de Andy Kubert, publicada em Batman 59)

3 - Superman: "A Queda de Camelot", parte 1 (roteiro de Kurt Busiek, arte de Carlos Pacheco, publicada em Superman 59)

4 - Xeque-Mate: "Seleção" (roteiro de Greg Rucka, arte de Jesus Saiz, publicada em Universo DC 5)

5 - Mulher-Maravilha: "Quem é a Mulher-Maravilha?", parte 4 (roteiro de Allan Heinberg, arte de Terry Dodson, publicada em Os Melhores do Mundo 4)


As cinco PIORES histórias do mês:

1 - "A Batalha por Blüdhaven", parte 5 (roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, arte de Dan Jurgens, publicada em Universo DC 5)
Esta série é composta por dezenas de zé-manés de marca maior, sem o menor carisma. A história não aponta para lugar algum, não dá pra sacar quem é herói ou vilão e as participações insípidas de figuras como os Titãs e o Lanterna Verde não ajudam a evitar o total fiasco desta coisa sem sentido, que, graças aos céus, já acaba na próxima edição. Xô, Satanás!

2 - Supergirl: "Identidades Secretas" (roteiro de Joe Kelly, arte de Ian Churchill, publicada em Superman 59)

3 - Asa Noturna: "Incêndio no Inferno" (roteiro de Bruce Jones, arte de Robert Teranishi, publicada em Batman 59)

4 - Robin: "Correndo pela Selva" (roteiro de Adam Beechen, arte de Freddie E. Williams III, publicada em Novos Titãs 40)

5 - Flash: "Rápido como um Raio Engarrafado", parte 4 (roteiro de Danny Bilson e Paul Demeo, arte de Ken Lashley e Sal Vellutto, publicada em Os Melhores do Mundo 4)


Mestres do Lápis: Terry Dodson (Mulher-Maravilha) e Ivan Reis (Lanterna Verde)

Mestres da Foice: Dan Jurgens (A Batalha por Blüdhaven) e Ian Churchill (Supergirl)


Capa mais bonita do mês: Os Melhores do Mundo 4


Capa mais feia do mês: Superman & Batman 28

02/11/2007

DVD: O Labirinto do Fauno

DVD: O Labirinto do Fauno

Um filme de época, centrado na figura de uma garota sonhadora que parece ser uma princesa desmemoriada de um reino perdido, com a presença de fadinhas e outras criaturas fantásticas? Tinha tudo para ser um daqueles filminhos ingênuos que passam uma semana sim, e na outra, também, na Sessão da Tarde. Ledo engano: O Labirinto do Fauno pode ser chamado de tudo, menos de ingênuo.

Para começar, logo nos primeiros minutos temos uma das cenas mais brutais dos últimos tempos, envolvendo uma garrafa de vinho e um nariz desprevenido. Durante toda a saga da pequena Ofelia, intimada pelo fauno do título a realizar três perigosas tarefas que restaurarão suas memórias de princesa, não há minimização do perigo ou da violência (implícita e explícita) porque, afinal, trata-se de uma criança no centro dos acontecimentos. Maus tratos, torturas e fuzilamentos acontecem aos montes – afinal, são os últimos suspiros de poder de Francisco Franco, o sanguinário ditador espanhol, que conta com a ajuda do não menos cruel Capitão Vidal, padrasto de Ofelia, um vilão absolutamente detestável.

Enquanto a mãe padece de uma gravidez complicada, a jovem tem que enfrentar desafios que parecem saídos de um conto de fadas pervertido: sapos gigantes, canibais com olhos nas mãos e o próprio Fauno (que pode não ser tão confiável quanto deseja parecer). O clima perturbador é ajudado pela excelente uso de maquiagem (vencedora do Oscar 2007) e efeitos especiais convincentes.

Mais uma tremenda bola dentro de Guillermo Del Toro, diretor de Hellboy – e por que não ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro mesmo, hein? Um dos grandes filmes do ano. Nota 10.

31/10/2007

Promoção Will Eisner

Ho-Ho-Ho! Feliz Natal!

Ainda faltam quase 60 dias, mas o Natal chega mais cedo pra você, leitor do Catapop. É hora de nossa primeira promoção e contamos com a ajuda de um bom velhinho - não aquele mais rápido que o Flash, que entrega presentes a todas as crianças do mundo em uma só madrugada, mas um dos maiores nomes da Nona Arte em todos os tempos: o mestre Will Eisner!

Sim, amigos! O Catapop vai dar de presente, a algum sortudo leitor, uma luxuosa edição em capa dura de Um Contrato Com Deus, da editora Devir. Vale lembrar que esta é considerada a primeira graphic novel da história, a primeira a ganhar para os quadrinhos status de Arte. Sem dúvida, um item que todo nerd de respeito deseja ter na estante - e ele pode sair na faixa pra você!

"Mas, Batman, como eu participo?", me pergunta o leitor, enquanto enxuga a baba que pinga no teclado. Não poderia ser mais simples, meus caros sidekicks: basta visitar o Catapop e deixar comentários em nossos posts, entre os dias 31 de Outubro e 10 de Dezembro. No dia 11 de Dezembro de 2007, será sorteado o nome do felizardo ganhador da primeira obra-prima do mestre Eisner!

Não é um prêmio pelo maior número de comentários, mas chegar neste post e deixar um único "opa, eu quero!" é sacanagem, né? Participe pra valer e talvez a gente não te sacaneie, também.

Só concorre quem deixar comentários entre as datas previstas. Bat-parentes estão fora do páreo, assim como os do Mestre Chang. O ganhador será avisado por e-mail ou no seu próprio blog, então, não se esqueça de deixar seu endereço. Boa sorte a todos e Feliz Natal desde já!

25/10/2007

O fim do CD (pra valer!)

O fim do CD (agora, pra valer!)


Demorou, mas finalmente aconteceu - e as gravadoras já podem pedir o bonezinho: os grandes artistas aprenderam a utilizar a internet a seu favor, ao invés de ficarem choramingando contra a troca de mp3 (coisa que já é, há algum tempo, um caminho sem volta).

Recentemente, duas iniciativas chacoalharam o mundo da música digital, dado o peso dos nomes envolvidos. São iniciativas que sepultaram de vez o cadáver da indústria fonográfica, esse fóssil que se arrasta à custa de coletâneas picaretas, discos ao vivo de qualidade duvidosa e "novidades" genéricas que surgem e desaparecem como moscas.

Primeiro, o orgulho de Minneapolis, Prince, abriu download gratuito de seu novo álbum, Planet Earth, para três milhões de rápidos internautas, além de encartá-lo a preço de banana em um jornal americano. A procura foi tanta que o site oficial do cantor ficou congestionado durante vários dias (eu tentei baixar o álbum e não consegui).

Dia 10 deste mês, foi a vez do Radiohead, talvez a mais ousada das bandas mainstream em atividade, novamente ousar mais do que todo mundo: In Rainbows, seu novo álbum com dez faixas inéditas, está disponível para download no site da banda. "Quanto custa, Batman?", perguntaria o afoito leitor. Pois bem, amigo, o Radiohead deixou essa conta pra você fazer.

O álbum vale o que você quiser pagar. Isso mesmo: é você quem decide quanto quer pagar. Nestas duas últimas semanas, segundo o UOL Música, houve muita gente que (claro) não quis pagar nada, mas também houve quem pagasse o equivalente a até 400 reais pelas canções. A média ficou num preço justo para um CD: entre 14 e 16 reais.

Pode não parecer à primeira vista, mas uma revolução e tanto começa a tomar forma, a partir daqui. Se antes éramos obrigado a escolher entre a clandestinidade e o preço por vezes abusivo de certos sites (R$ 1,49 pode parecer um preço pequeno por faixa, mas e se o cd tiver umas 20 delas?), agora temos a liberdade de pagar o que pudermos. Não há garantia de que outros artistas tão cedo farão o mesmo, mas o pontapé inicial do Radiohead deve transformar as relações entre os artistas e seus fãs para sempre. Que bom!

22/10/2007

Tempo-Rei

Tempo-Rei
Galera, eu sei que muitos de vocês que entram aqui no Catapop não acompanham quadrinhos e devem estar se sentindo ligeiramente "abandonados", já que ultimamente não têm pintado muitos reviews de filmes, por exemplo. Nem mesmo aqueles debates apimentados que a gente adora iniciar, só pra ver o circo pegar fogo (e bem que o post sobre as meninas da seleção de futebol rendeu bastante discussão, embora o tema em si não fosse polêmico). Existem explicações para isso:

1) Mestre Chang está envolvido até o pescoço com sua monografia de História, mas já avisou que logo estará com mais tempo disponível e promete tirar o atraso.

2) Eu agora também sou um universitário. Principiante, é verdade, mas há muitos anos não estava acostumado a ter "dever de casa" pra fazer. Minha universidade não é pública, então eu preciso fazer valer mesmo o dinheiro que invisto. Assim, ao invés de escrever posts com a freqüência de antes, dedico meus ágeis indicadores (os dois únicos que uso, o que me coloca na categoria dos "dedilógrafos") à composição de ensaios pro meu curso.

3) Ando afastado das novidades dos cinemas e locadoras. Bem que eu poderi estar pegando um filminho vez por outra, mas ainda estou em fase de reorganização de minha agenda. Já deixei escapar coisas como O Ultimato Bourne, O Labirinto do Fauno e Tropa de Elite. Por isso, não é à toa que tem pintado tanto post sobre gibis: o meu lazer nerd, ultimamente, anda mesmo resumido a eles.

4) Estou, também, num ciclo de vício nessa porra de internet. Fico um tempão conectado, até mesmo quando não há nada a de legal para se ver ou de importante para se fazer, nem ninguém pra conversar. Com toda a paciência exigida e que Deus me provê, fico acompanhando os downloads de cds inteiros, atividade que toma horas na minha brava conexão discada.

5) Ontem prometi a mim mesmo (e a alguns amigos) que finalmente escreveria uns posts legais, mas fui sabotado pelo meu computador. O bicho começou a travar à toa e eu fui ficando cada vez mais puto. Só que desta vez (aháááá!), eu NÃO perdi meus milhares de mp3. Tudo estava devidamente copiado. Vivendo e aprendendo. =)

09/10/2007

Resumão Panini/DC - Setembro 2007

Resumão Panini/DC - Setembro 2007

As cinco
MELHORES histórias do mês

1º - Liga da Justiça: "Ontem, Hoje e Amanhã" (roteiro de Brad Meltzer, arte de Ed Benes e outros, publicada em Liga da Justiça 58)
Analisando friamente, a história do Xeque-Mate (que ficou em segundo) é melhor, mas esta cumpre um papel importantíssimo: o de mandar às favas toda a "marvelização" que consumiu a DC nos últimos dois anos (ainda que ela tenha gerado algumas belas histórias). Brad Meltzer puxa o freio de mão, como se gritasse "epa, peraí! Tá tudo errado, todo mundo, até mesmo eu, que escrevi Crise de Identidade! Os heróis da DC não são assim!" Portanto, chega de inimizade entre Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Chega de carrancas e complexo de culpa! A Liga da Justiça voltou e está gostando disso! Lindo!


2º - Xeque-Mate: "Jogo de Reis", parte 4 (roteiro de Greg Rucka, arte de Jesus Saiz, publicada em Universo DC 4)

3º - Superman Confidencial: "Kryptonita", parte 2 (roteiro de Darwyn Cooke, arte de Tim Sale, publicada em Superman 58)

4º - Batman: "Batman & Filho", parte 1 (roteiro de Grant Morrison, arte de Andy Kubert, publicada em Batman 58)

5º - Mulher-Maravilha: "Quem é a Mulher-Maravilha?", parte 3 (roteiro de Allan Heinberg, arte de Terry Dodson, publicada em Os Melhores do Mundo 3)

Menção Honrosa - Superman: "De Volta À Ação", partes 1 a 3 (roteiro de Kurt Busiek e Fabian Nicieza, arte de Pete Woods, publicadas em Superman 58)


As cinco PIORES história do mês

1º - Sociedade da Justiça: "Fantasma No Castelo" (roteiro de Paul Levitz, arte de Jerry Ordway e Luke Ross, publicada em Liga da Justiça 58)
Acabou, finalmente! Esta saga lerda e sem sal teve como único atrativo a bonita arte de Luke Ross nos flashbacks sobre o passado do Fantasma Fidalgo. De resto, foi uma maçaroca impossível de se agüentar, com Jerry Ordway dando claros sinais de que é hora de pendurar o lápis. A SJA nos deixa por alguns meses, voltando em Janeiro, com a nova fase com roteiros de Geoff Johns, arte de Dale Eaglesham e capas de Alex Ross.


2º - "A Batalha Por Blüdhaven", parte 4 (roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, arte de Dan Jurgens, publicada em Universo DC 4)

3º - Sexteto Secreto: "Seis Graus de Devastação", parte 3 (roteiro de Gail Simone, arte de Brad Walker, publicada em Universo DC 4)

4º - Asa Noturna: "Duplas Estranhas" (roteiro de Bruce Jones, arte de Paco Diaz, publicada em Batman 58)

5º - Arqueiro Verde: "Selvagem", parte 1 (roteiro de Judd Winick, arte de Scott McDaniel, publicada em Superman & Batman 27)

Menção Desonrosa - Batman Confidencial: "Regras de Compromisso", parte 1 (roteiro de Andy Diggle, arte de Whilce Portacio, publicada em Batman 58)

Mestres do Lápis: Jesus Saiz (Xeque-Mate) e Ariel Olivetti (Batman Extra 3)

Mestres da Foice: Whilce Portacio (Batman Confidencial) e Jerry Ordway (Sociedade da Justiça)

Capa mais bonita do mês: Liga da Justiça 58


Capa mais feia do mês: Batman Extra 3

02/10/2007

Especial de Especiais

Especial de Especiais

Grandes Astros Superman, edições 7 e 8

Grant Morrison deixa nossos queixos no chão mais uma vez, ao apresentar o Mundo Bizarro como uma força invasora viva e consciente, cuja replicação infecciosa e mal-sucedida de nosso planeta é uma tentativa de aproximação furtiva. Quando Superman parte para lá e afasta nosso planeta do perigo, ele é quem fica exposto à radiação do sol vermelho e ao perigo de desaparecer em um sub-espaço para onde o planeta está sendo puxado. O confronto na edição 7 não é das melhores coisas da série, mas, os diálogos do Zibarro (não, eu não digitei errado, trata-se de um bizarro "defeituoso" que fala coerentemente) e os esforços do Superman para escapar do Mundo Bizarro são comoventes. Como se prova aqui, um mau passo do Morrison ainda é superior ao melhor de muita gente por aí. Pena que a série agora entra numa pausa indefinida. Nota 9,0.


DC Especial 13 - Gotham City Contra O Crime, Vol 4

A criação desta série entrará para a história como um dos maiores acertos na história da DC, assim como seu cancelamento e a total negação da mitologia nela criada constarão como algumas de suas maiores burradas. Pelo que se vê nas mensais, já sabemos de muita coisa: Akins foi afastado por corrupção (improvável), Gordon e Harvey Bullock voltaram (desnecessário), Crispus Allen virou o Espectro (what?) e Renée Montoya saiu do DPGC pra virar uma "pegadora" de toda mulher que passa na sua frente. Então, temos mais é que aproveitar este e os dois próximos DCE estrelados pelos tiras da Gotham Central para guardar na memória tramas emocionantes como as desta revista, que, em uma de suas histórias, mostra como um antigo e não-resolvido caso traz de volta Harvey Bullock. Nas outras duas, Crispus Allen é acusado de assassinato e chega ao fim a boa relação entre o DPGC e o Batman, numa história passada durante os Jogos de Guerra. Esta é, seguramente, uma das melhores revistas do ano. Ou, como diria o nobre Luwig, "a melhor leitura quiróptera de 2007". Nota 10.


52, edições 2 e 3

Só mesmo com uma macumba braba de marvete essa história poderia dar errado. Johns, Morrison, Waid e Rucka nos argumentos, capas de J. G. Jones e desenhistas eficientes como Joe Bennett, Eddy Barrows e Chris Batista contam o que se passou nos primeiros doze meses após a Crise Infinita. Nas semanas 5 a 8, mostradas na edição 2, começa a vigorar o Tratado de Liberdade de Poder, que restringe a circulação de heróis americanos pelo mundo, com o Adão Negro liderando as alianças. O Gladiador Dourado é desmascarado em público, com a ajuda de Ralph Dibny. Enquanto John Henry Irons (o Aço) luta para livrar-se da infecção que o está transformando em aço de verdade, sua sobrinha Natasha se oferece para o programa meta-humano de Lex Luthor. Na edição 3, Homem-Animal, Estelar e Adam Strange continuam tentando sair do planeta-armadilha onde caíram. Na Terra, entra em cena o Supernova, o novo herói de Metrópolis, e a Batwoman, protegendo Gotham. Enquanto isso, Adão Negro visita o Capitão Marvel na Pedra da Eternidade e consegue uma poderosa aliada: Ísis. Só não ganha 10 por causa da chatice da História do UDC, catalogada por Donna Troy. Nota 9,0.


DC Apresenta 4 - Mulher-Gato

Você, leitor da DC ou fã de bons quadrinhos em geral, deve lotar a caixa postal da Panini com cartas ou e-mails, exigindo que a fase da Mulher-Gato escrita por Ed Brubaker e desenhada por Darwyn Cooke seja publicada integralmente, em DC Especial. Se estes primeiros números do Um Ano Depois da personagem, escrito pelo mediano Will Pfeiffer, conseguem ser divertidos assim, o que se pode esperar de dois artistas verdadeiramente inspirados trabalhando juntos? (Sem falar das espetaculares capas de Adam Hughes!) Nesta edição, Selina teve uma filha e passou seu uniforme para sua amiga Holly (aquela biscatinha juvenil do Ano Um do Batman). As duas precisam lidar com um cineasta psicótico empenhado em descobrir suas identidades e fazer "cinema-verdade" com elas. Participação do Pantera, Alan Scott e, claro, Batman. Nota 8,5.

23/09/2007

DVD: Borat

Borat

Cabe um aviso: você não deve alugar este filme achando que vai morrer de rir. Borat não é tão engraçado quanto se pretende ou quanto se anuncia na capa do DVD. O humor das constrangedoras situações em que o repórter se mete (e que impõe a típicos manés americanos) é daquele que gera mais caras de espanto do que sorrisos frouxos - afinal, você dificilmente concebe alguém “normal” com tamanha cara-de-pau pra cometer aquelas insanidades.

Com seu documentário de mentira, Sacha Baron Cohen (o Borat, óbvio) atira para todos os lados, escrachando igualmente com muçulmanos e judeus, homossexuais e homofóbicos, feministas, caubóis, religiosos e políticos. Recebido em festas e programas de TV como legítima celebridade cazaque, confuso com as diferenças de costumes, Borat impõe saias-justas inacreditáveis, como quando corre pelado atrás de seu também pelado assistente Azamat (um homem de corpo indecentemente obeso) pelos corredores de um hotel de luxo, depois de uma briga que mais parecia um acasalamento.

Outro momento impagável é quando é recebido para um jantar num desses carolas estados do sul dos EUA e choca os presentes com revelações sobe sua família e o desfecho de uma prosaica ida ao banheiro. Durante um rodeio, exorta o patriotismo dos caipiras e recebe aplausos entusiasmados, para logo em seguida deixá-los sem graça com pequenas verdades sobre a Guerra do Iraque. E durante todo o filme, a paixão de Borat pela peituda Pamela Anderson rende momentos memoráveis.

Para curtir Borat, enfim, é preciso estar em dia com os noticiários. É uma comédia com prazo de validade e ligeiramente indigesta, não daquelas para reunir a família em volta de uma bacia de pipoca. Vale pelo formato incomum de cinema-mentira e pela capacidade de Sacha Baron Cohen de manter a concentração em situações que fariam qualquer um mais normal soltar o riso e entregar a piada. Nota 7,0.

17/09/2007

Resumão Panini/DC - Agosto 2007

Resumão Panini/DC - Agosto 2007

As cinco MELHORES histórias do mês:

1 - Lanterna Verde: "A Vingança dos Lanternas Verdes", parte 4 (roteiro de Geoff Johns, arte de Ivan Reis, publicada em Liga da Justiça 57)
Pense em quantos escritores você conhece que ressuscitariam uma personagem com uma desculpa tão genialmente esfarrapada, sem parecer ridículo ou forçado, como Johns fez com a lanterna verde Arísia. Sem falar que a série tem ação espacial incomparável. O páreo com Xeque-Mate é duro, mas, o Lanterna ganha por um anel de vantagem.

2 - Xeque-Mate: "Jogo de Reis", parte 3 (roteiro de Greg Rucka, arte de Cliff Richards, publicada em Universo DC 3)

3 - Superman: "Para o Alto e Avante", capítulo 7 (roteiro de Kurt Busiek e Geoff Johns, arte de Pete Woods, publicada em Superman 57)

4 - Batman: "Cara a Cara", parte 7 (roteiro de James Robinson, arte de Leonard Kirk, publicada em Batman 57)

5 - Aquaman: "Bem Fundo" (roteiro de Kurt Busiek, arte de Butch Guice, publicada em Superman & Batman 26)

Menção Honrosa: "Batman e os Homens-Monstros", conclusão (roteiro e arte de Matt Wagner, publicada em Batman Extra 2, setorizada); Superman Confidencial: "Kryptonita", roteiro de Darwyn Cooke, arte de Tim Sale, publicada em Superman 57); Pacto das Sombras: "O (Curto) Ano em que Vivemos Perigosamente" (roteiro de Bill Willingham, arte de Cory Walker, publicada em Universo DC 3).

As cinco PIORES histórias do mês:

1 - Asa Noturna: "Desculpe por Tocar no Assunto" (roteiro de Bruce Jones, arte de Paco Diaz, publicada em Batman 57)
Bicampeão! Esta série nem merece comentários, mas, preciso fazer meu trabalho sujo. De herdeiro do maior detetive do mundo, o Asa caiu à condição de inimigo de ex-mortos, transmorfos e vilões mequetrefes como os Irmãos Pierce, além de enfrentar um inacreditável ataque de pelanca de sua nova namorada! Triste sina, a de Dick Grayson. Alguém sabe se isso um dia melhora?

2 - Sociedade da Justiça: "A Estrada dos Salteadores" (roteiro de Paul Levitz, arte de Jerry Ordway e Luke Ross, publicada em Liga da Justiça 57)

3 - Supergirl: "Grande Garota, Mundo Pequeno" (roteiro de Joe Kelly, arte de Ian Churchill, publicada em Superman 57)

4 - Renegados: "Cinza e Prata", parte 1 (roteiro de Judd Winick, arte de Tom Grindberg e Matthew Clark, publicada em Novos Titãs 38)

5 - "A Batalha por Blüdhaven", parte 3 (roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, arte de Dan Jurgens, publicada em Universo DC 3)

Menção Desonrosa: Sexteto Secreto: "Seis Graus de Devastação", parte 3 (roteiro de Gail Simone, arte de Brad Walker, publicada em Universo DC 3); Flash: "Rápido Como um Raio Engarrafado" (roteiro de Danny Bilson e Paul Demeo, arte de Ken Lashley, publicada em Os Melhores do Mundo 2); Aves de Rapina - "Descendência", final (roteiro de Gail Simone, arte de Joe Prado, publicada em Novos Titãs 38)

Surpresa do Mês: depois de um começo pavoroso, Mark Verheiden escreve uma história de Superman & Batman que é, pelo menos, divertida. A LJA Confidencial de Howard Chaykin (Liga da Justiça 57) também teve dois capítulos bem interessantes este mês.

Não fedeu, nem cheirou: a conclusão de "Cara a Cara" (Batman 57). As motivações do Duas-Caras parecem confusas demais, assim como vai-e-vem da história. Pelo menos, a adoção de Tim Drake por Bruce Wayne garantiu alguma emoção.


Capa mais bonita do mês: Batman 57


Capa mais feia do mês: Superman & Batman 26

08/09/2007

Top 10 Brasil - Anos 80 (The Batman)

Top 10 Brasil - Anos 80
por The Batman

Atendendo a pedidos, está na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor! Um Top 10 nacional dos anos 80 era até inevitável, pois foi quando o pop/rock do Brasil viveu seu maior boom. A produção da época freqüenta as rádios e o repertório alheio até hoje, além de ajudar a pagar as contas atrasadas de velhos artistas que querem sempre pegar uma beiradinha dessa onda nostálgica que não cessa.

Vai faltar muito coisa boa, claro; mas, dane-se. Minha lista, sem ordem de preferência, ficou assim:

"Quase Sem Querer" - Legião Urbana
Putz, como é difícil escolher UMA canção inesquecível entre as dezenas de obras-primas legadas por Renato Russo, principalmente nos primeiros anos da Legião Urbana. Esta (de 1986) ganhou de escolhas mais óbvias, como "Será" ou "Tempo Perdido", porque é um raro momento de alegria do normalmente melancólico Renato. O cara ainda faz miséria com o violão, no longo final instrumental.

"Diversão" - Titãs
Os Titãs de hoje, desfalcados de Arnaldo Antunes, Nando Reis e do falecido Marcelo Fromer, são pouco mais do que patéticos. Difícil acreditar que já foram caras capazes de alta combustão. Cabeça Dinossauro é o maior clássico da banda, mas, esta faixa de Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas (1987) combina peso rock e eletrônica criativa com perfeição, e Paulo Miklos tem um de seus momentos mais felizes no vocal.

"Você Não Soube Me Amar" - Blitz
Não dava pra deixar a galera do "rock de bermuda" sem representação, e quem melhor do que a Blitz pra isso? Este single histórico, de 1982, mudou a cara do pop nacional, ao peitar a bundona MPB e sua "inteligência", com uma linguagem feita por e para os jovens. Humor nonsense e tino pop, sem as apelações escatológicas que fizeram a fama, por exemplo, dos Mamonas Assassinas.

"Tempos Modernos" - Lulu Santos
Se eu não estivesse tão determinado a não repetir artistas, provavelmente teria que ocupar umas cinco posições desta lista com músicas de Lulu Santos. "Tempos Modernos", de 1982, é séria sem ser carrancuda, sua letra é profunda sem ser complicada e deve ser o único hino de esperança no futuro que não é uma maletagem-cabeça presente em 10 entre 10 rodinhas de violão.

"Tudo Que Eu Quero (Tranqüilo)" - Ritchie
Foi preciso chegar um inglês que cantava com português cheio de sotaque para elevar o nível das produções nacionais, presa a timbres pífios e soluções baratas. Ninguém se lembra dos discos de Ritchie que sucederam Vôo De Coração (1983), mas, este é um verdadeiro pacotão de hits. Esta balada inteligente, delicada e emocionante fecha o clássico disco com chave de ouro.

"Nós Vamos Invadir Sua Praia" - Ultraje A Rigor
Roger Moreira é famoso por seu QI altíssimo. Para nossa sorte, ele sempre foi generoso o suficiente para compartilhar sua inteligência conosco, em punk rocks e rockabillies alucinados. Esta faixa, de 1985, celebra a invasão paulista no BRock, até entáo dominada por cariocas. Dá até pra perdoar o constrangedor (em todos os aspectos) ensaio para a G Magazine.

"Corações Psicodélicos" - Lobão & Os Ronaldos
Lobão teve uma trajetória cheia de altos e baixos. Suas canções são ora contundentes ("Vida Bandida", "Revanche", "A Vida É Doce"), ora doces e tranqüilas ("Chorando No Campo", "Essa Noite Não" e esta canção que escolhi). Esta simpática balada de 1984 ganhou até versão bossa nova, pelas mãos do pai da criança, João Gilberto (argh!).

"Meu Erro" - Os Paralamas Do Sucesso
Em seus dois primeiros discos, Herbert, Bi e Barone nada mais faziam do que imitar o Police - mas, Deus, como eles faziam isso bem! Praticamente todas as faixas de O Passo Do Lui (1985) viraram hits e esta já dava pistas do soberbo baladeiro que Herbet Vianna viria a revelar-se, disputado até por estrelas da MPB.

"Dias De Luta" - Ira!
Depois que baixei In The City, do Jam, descobri que a banda de Paul Weller era o "Police do Ira!". A semelhança chega a ser assustadora. Mesmo assim, não dá para negar o brilho de Vivendo E Não Aprendendo (1986), de onde saiu esta faixa de delicada ingenuidade adolescente.

"Obrigado" (Por Ter Se Mandado)" - Cazuza
Ok, confesso: esta é uma escolha absolutamente pessoal e questionável, tirada de Ideologia (1988). O Barão até merecia mais, o próprio Cazuza tem canções melhores em sua carreira solo, mas, esta é uma cacetada de primeira grandeza no ego de algum desafeto. É tão forte que eu tenho que postar a letra, para você, que não a conhece, poder acreditar.

Obrigado por ter se mandado / Ter me condenado a tanta liberdade / Pelas tardes, nunca foi tão tarde/ Teus abraços, tuas ameaças

Obrigado por eu ter te amado / Com a fidelidade de um bicho amestrado / Pelas vezes que eu chorei sem vontade / Pra te impressionar, causar piedade

Obrigado por ter se mandado / Ter me acordado pra realidade / Das pessoas que eu já nem lembrava / Pareciam todas ter a tua cara

Obrigado por não ter voltado / Pra buscar as coisas que se acabaram / E também por não ter dito obrigado / Ter levado a ingratidão bem guardada

Pelos dias de cão, muito obrigado / Pela frase feita / Por esculhambar meu coração / Antiquado e careta / Me trair, me dar inspiração / Pra eu ganhar dinheiro

28/08/2007

Top 10 - 1980s (The Batman)

Top 10 - 1980s
por The Batman

Lá vamos nós, mais uma vez. Durante um papo no MSN, o Mestre Chang me jogou nos peitos o desafio: fazer um Top 10 das décadas de 80 e 90. "Louco", pensei aqui, com meus botões... mas, topei a empreitada.

Tarefa inglória, esta, de selecionar apenas 10 músicas entre as centenas ou até milhares que nos chegam aos ouvidos em 10 anos. Cabe, então, aquela velha explicação aos leitores: ausências notórias, idiossincrasias incompreensíveis e injustiças revoltantes são inevitáveis, portanto, relaxem e gozem. Começaremos com os anos 80, a década em que o ridículo era a regra, não a exceção.

Nos próximos dias, o Mestre deve postar sua própria lista. Depois, será a vez dos anos 90. Aos poucos, também vamos colocar no ar links para downloads de todas as canções. Sejam pacientes com estes pobres blogueiros de pouco juízo no quengo. Também pedimos, claro, que nos deixem suas próprias listas nos comentários, ok? Vamos lá!
(sem ordem de preferência)

"Every Breath You Take" - The Police
Qualquer coletânea do Police é garantia de satisfação. A banda acabou no auge e só deixou boas lembranças, como esta que deve ser a sua música mais "coverizada". É tão boa que deve ser "inestragável".

"Back On The Chain Gang"
- Pretenders
Pouco menos de quatro minutos de pura delícia pop, com o frescor vocal de Chrissie Hynde, uma personalidade musical de um tipo raro: as que têm algo a dizer.

"Holiday"
- Madonna
"Festa" talvez fosse uma tradução mais adequada do que "feriado". A mulher que mandava no mundo enfileira hits até hoje, mais de 20 anos depois de lançar este single, cujos primeiros acordes disparam automaticamente a nostalgia dos anos 80.

"Billie Jean"
- Michael Jackson
Que época curiosa, a década de 80: num tempo em que o politicamente correto nem existia, os reis da música eram uma mulher e um negro! Baixo e bateria pulsando, em um single impecável de um artista que foi do céu ao chão em poucos anos.

"The Boy With The Thorn In His Side"
- The Smiths
Johnny Marr não era um guitarrista dado a solos e, por isso, sofria o desprezo de muita gente que não sabia admirar o esmero do seu dedilhado, que emoldurava as lamentações do homem mais triste do mundo, Morrissey. A tristeza poucas vezes foi tão bela.

"The One I Love"
- R.E.M.
Uma introdução inconfundível, uma letra econômica e o primeiro aceno ao Grande Pop Mundial feito por uma banda tida como "excêntrica" (para dizer o mínimo).

"With Or Without You"
- U2
O technopop inconseqüente foi feliz enquanto pôde no trono da música. Em 1987, o U2 desbravou a América e lançou um disco (The Joshua Tree) que botou o rock de novo nas alturas e de onde saiu esta maravilha, que jamais deixou os shows do grupo.

"Sweet Child O' Mine"
- Guns N' Roses
Que atire a primeira pedra quem nunca fez air guitar com a introdução deste clássico do hard rock! Atitude, personalidade e repertório de levantar estádios: o Guns N' Roses era mesmo muito legal. Por isso, tem gente que até hoje espera pela volta de Axl.

"West End Girls"
- Pet Shop Boys
Londres, terra do frio, da chuva, do humor negro e de clássicos do technopop. A estréia do Pet Shop Boys é um desses singles irretocáveis, nos quais os anos 80 foram pródigos.

"Inbetween Days"
- The Cure
Esta canção tornou o Cure popular no Brasil, ao tornar-se tema de abertura do Clip Clip, da Globo. É outra dessas que põem a gente para tentar imitar todos os instrumentos, tantas são as camadas. Melodia alto-astral a embalar letra triste, coisa típica do Cure.