31/10/2007

Promoção Will Eisner

Ho-Ho-Ho! Feliz Natal!

Ainda faltam quase 60 dias, mas o Natal chega mais cedo pra você, leitor do Catapop. É hora de nossa primeira promoção e contamos com a ajuda de um bom velhinho - não aquele mais rápido que o Flash, que entrega presentes a todas as crianças do mundo em uma só madrugada, mas um dos maiores nomes da Nona Arte em todos os tempos: o mestre Will Eisner!

Sim, amigos! O Catapop vai dar de presente, a algum sortudo leitor, uma luxuosa edição em capa dura de Um Contrato Com Deus, da editora Devir. Vale lembrar que esta é considerada a primeira graphic novel da história, a primeira a ganhar para os quadrinhos status de Arte. Sem dúvida, um item que todo nerd de respeito deseja ter na estante - e ele pode sair na faixa pra você!

"Mas, Batman, como eu participo?", me pergunta o leitor, enquanto enxuga a baba que pinga no teclado. Não poderia ser mais simples, meus caros sidekicks: basta visitar o Catapop e deixar comentários em nossos posts, entre os dias 31 de Outubro e 10 de Dezembro. No dia 11 de Dezembro de 2007, será sorteado o nome do felizardo ganhador da primeira obra-prima do mestre Eisner!

Não é um prêmio pelo maior número de comentários, mas chegar neste post e deixar um único "opa, eu quero!" é sacanagem, né? Participe pra valer e talvez a gente não te sacaneie, também.

Só concorre quem deixar comentários entre as datas previstas. Bat-parentes estão fora do páreo, assim como os do Mestre Chang. O ganhador será avisado por e-mail ou no seu próprio blog, então, não se esqueça de deixar seu endereço. Boa sorte a todos e Feliz Natal desde já!

25/10/2007

O fim do CD (pra valer!)

O fim do CD (agora, pra valer!)


Demorou, mas finalmente aconteceu - e as gravadoras já podem pedir o bonezinho: os grandes artistas aprenderam a utilizar a internet a seu favor, ao invés de ficarem choramingando contra a troca de mp3 (coisa que já é, há algum tempo, um caminho sem volta).

Recentemente, duas iniciativas chacoalharam o mundo da música digital, dado o peso dos nomes envolvidos. São iniciativas que sepultaram de vez o cadáver da indústria fonográfica, esse fóssil que se arrasta à custa de coletâneas picaretas, discos ao vivo de qualidade duvidosa e "novidades" genéricas que surgem e desaparecem como moscas.

Primeiro, o orgulho de Minneapolis, Prince, abriu download gratuito de seu novo álbum, Planet Earth, para três milhões de rápidos internautas, além de encartá-lo a preço de banana em um jornal americano. A procura foi tanta que o site oficial do cantor ficou congestionado durante vários dias (eu tentei baixar o álbum e não consegui).

Dia 10 deste mês, foi a vez do Radiohead, talvez a mais ousada das bandas mainstream em atividade, novamente ousar mais do que todo mundo: In Rainbows, seu novo álbum com dez faixas inéditas, está disponível para download no site da banda. "Quanto custa, Batman?", perguntaria o afoito leitor. Pois bem, amigo, o Radiohead deixou essa conta pra você fazer.

O álbum vale o que você quiser pagar. Isso mesmo: é você quem decide quanto quer pagar. Nestas duas últimas semanas, segundo o UOL Música, houve muita gente que (claro) não quis pagar nada, mas também houve quem pagasse o equivalente a até 400 reais pelas canções. A média ficou num preço justo para um CD: entre 14 e 16 reais.

Pode não parecer à primeira vista, mas uma revolução e tanto começa a tomar forma, a partir daqui. Se antes éramos obrigado a escolher entre a clandestinidade e o preço por vezes abusivo de certos sites (R$ 1,49 pode parecer um preço pequeno por faixa, mas e se o cd tiver umas 20 delas?), agora temos a liberdade de pagar o que pudermos. Não há garantia de que outros artistas tão cedo farão o mesmo, mas o pontapé inicial do Radiohead deve transformar as relações entre os artistas e seus fãs para sempre. Que bom!

22/10/2007

Tempo-Rei

Tempo-Rei
Galera, eu sei que muitos de vocês que entram aqui no Catapop não acompanham quadrinhos e devem estar se sentindo ligeiramente "abandonados", já que ultimamente não têm pintado muitos reviews de filmes, por exemplo. Nem mesmo aqueles debates apimentados que a gente adora iniciar, só pra ver o circo pegar fogo (e bem que o post sobre as meninas da seleção de futebol rendeu bastante discussão, embora o tema em si não fosse polêmico). Existem explicações para isso:

1) Mestre Chang está envolvido até o pescoço com sua monografia de História, mas já avisou que logo estará com mais tempo disponível e promete tirar o atraso.

2) Eu agora também sou um universitário. Principiante, é verdade, mas há muitos anos não estava acostumado a ter "dever de casa" pra fazer. Minha universidade não é pública, então eu preciso fazer valer mesmo o dinheiro que invisto. Assim, ao invés de escrever posts com a freqüência de antes, dedico meus ágeis indicadores (os dois únicos que uso, o que me coloca na categoria dos "dedilógrafos") à composição de ensaios pro meu curso.

3) Ando afastado das novidades dos cinemas e locadoras. Bem que eu poderi estar pegando um filminho vez por outra, mas ainda estou em fase de reorganização de minha agenda. Já deixei escapar coisas como O Ultimato Bourne, O Labirinto do Fauno e Tropa de Elite. Por isso, não é à toa que tem pintado tanto post sobre gibis: o meu lazer nerd, ultimamente, anda mesmo resumido a eles.

4) Estou, também, num ciclo de vício nessa porra de internet. Fico um tempão conectado, até mesmo quando não há nada a de legal para se ver ou de importante para se fazer, nem ninguém pra conversar. Com toda a paciência exigida e que Deus me provê, fico acompanhando os downloads de cds inteiros, atividade que toma horas na minha brava conexão discada.

5) Ontem prometi a mim mesmo (e a alguns amigos) que finalmente escreveria uns posts legais, mas fui sabotado pelo meu computador. O bicho começou a travar à toa e eu fui ficando cada vez mais puto. Só que desta vez (aháááá!), eu NÃO perdi meus milhares de mp3. Tudo estava devidamente copiado. Vivendo e aprendendo. =)

09/10/2007

Resumão Panini/DC - Setembro 2007

Resumão Panini/DC - Setembro 2007

As cinco
MELHORES histórias do mês

1º - Liga da Justiça: "Ontem, Hoje e Amanhã" (roteiro de Brad Meltzer, arte de Ed Benes e outros, publicada em Liga da Justiça 58)
Analisando friamente, a história do Xeque-Mate (que ficou em segundo) é melhor, mas esta cumpre um papel importantíssimo: o de mandar às favas toda a "marvelização" que consumiu a DC nos últimos dois anos (ainda que ela tenha gerado algumas belas histórias). Brad Meltzer puxa o freio de mão, como se gritasse "epa, peraí! Tá tudo errado, todo mundo, até mesmo eu, que escrevi Crise de Identidade! Os heróis da DC não são assim!" Portanto, chega de inimizade entre Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Chega de carrancas e complexo de culpa! A Liga da Justiça voltou e está gostando disso! Lindo!


2º - Xeque-Mate: "Jogo de Reis", parte 4 (roteiro de Greg Rucka, arte de Jesus Saiz, publicada em Universo DC 4)

3º - Superman Confidencial: "Kryptonita", parte 2 (roteiro de Darwyn Cooke, arte de Tim Sale, publicada em Superman 58)

4º - Batman: "Batman & Filho", parte 1 (roteiro de Grant Morrison, arte de Andy Kubert, publicada em Batman 58)

5º - Mulher-Maravilha: "Quem é a Mulher-Maravilha?", parte 3 (roteiro de Allan Heinberg, arte de Terry Dodson, publicada em Os Melhores do Mundo 3)

Menção Honrosa - Superman: "De Volta À Ação", partes 1 a 3 (roteiro de Kurt Busiek e Fabian Nicieza, arte de Pete Woods, publicadas em Superman 58)


As cinco PIORES história do mês

1º - Sociedade da Justiça: "Fantasma No Castelo" (roteiro de Paul Levitz, arte de Jerry Ordway e Luke Ross, publicada em Liga da Justiça 58)
Acabou, finalmente! Esta saga lerda e sem sal teve como único atrativo a bonita arte de Luke Ross nos flashbacks sobre o passado do Fantasma Fidalgo. De resto, foi uma maçaroca impossível de se agüentar, com Jerry Ordway dando claros sinais de que é hora de pendurar o lápis. A SJA nos deixa por alguns meses, voltando em Janeiro, com a nova fase com roteiros de Geoff Johns, arte de Dale Eaglesham e capas de Alex Ross.


2º - "A Batalha Por Blüdhaven", parte 4 (roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, arte de Dan Jurgens, publicada em Universo DC 4)

3º - Sexteto Secreto: "Seis Graus de Devastação", parte 3 (roteiro de Gail Simone, arte de Brad Walker, publicada em Universo DC 4)

4º - Asa Noturna: "Duplas Estranhas" (roteiro de Bruce Jones, arte de Paco Diaz, publicada em Batman 58)

5º - Arqueiro Verde: "Selvagem", parte 1 (roteiro de Judd Winick, arte de Scott McDaniel, publicada em Superman & Batman 27)

Menção Desonrosa - Batman Confidencial: "Regras de Compromisso", parte 1 (roteiro de Andy Diggle, arte de Whilce Portacio, publicada em Batman 58)

Mestres do Lápis: Jesus Saiz (Xeque-Mate) e Ariel Olivetti (Batman Extra 3)

Mestres da Foice: Whilce Portacio (Batman Confidencial) e Jerry Ordway (Sociedade da Justiça)

Capa mais bonita do mês: Liga da Justiça 58


Capa mais feia do mês: Batman Extra 3

02/10/2007

Especial de Especiais

Especial de Especiais

Grandes Astros Superman, edições 7 e 8

Grant Morrison deixa nossos queixos no chão mais uma vez, ao apresentar o Mundo Bizarro como uma força invasora viva e consciente, cuja replicação infecciosa e mal-sucedida de nosso planeta é uma tentativa de aproximação furtiva. Quando Superman parte para lá e afasta nosso planeta do perigo, ele é quem fica exposto à radiação do sol vermelho e ao perigo de desaparecer em um sub-espaço para onde o planeta está sendo puxado. O confronto na edição 7 não é das melhores coisas da série, mas, os diálogos do Zibarro (não, eu não digitei errado, trata-se de um bizarro "defeituoso" que fala coerentemente) e os esforços do Superman para escapar do Mundo Bizarro são comoventes. Como se prova aqui, um mau passo do Morrison ainda é superior ao melhor de muita gente por aí. Pena que a série agora entra numa pausa indefinida. Nota 9,0.


DC Especial 13 - Gotham City Contra O Crime, Vol 4

A criação desta série entrará para a história como um dos maiores acertos na história da DC, assim como seu cancelamento e a total negação da mitologia nela criada constarão como algumas de suas maiores burradas. Pelo que se vê nas mensais, já sabemos de muita coisa: Akins foi afastado por corrupção (improvável), Gordon e Harvey Bullock voltaram (desnecessário), Crispus Allen virou o Espectro (what?) e Renée Montoya saiu do DPGC pra virar uma "pegadora" de toda mulher que passa na sua frente. Então, temos mais é que aproveitar este e os dois próximos DCE estrelados pelos tiras da Gotham Central para guardar na memória tramas emocionantes como as desta revista, que, em uma de suas histórias, mostra como um antigo e não-resolvido caso traz de volta Harvey Bullock. Nas outras duas, Crispus Allen é acusado de assassinato e chega ao fim a boa relação entre o DPGC e o Batman, numa história passada durante os Jogos de Guerra. Esta é, seguramente, uma das melhores revistas do ano. Ou, como diria o nobre Luwig, "a melhor leitura quiróptera de 2007". Nota 10.


52, edições 2 e 3

Só mesmo com uma macumba braba de marvete essa história poderia dar errado. Johns, Morrison, Waid e Rucka nos argumentos, capas de J. G. Jones e desenhistas eficientes como Joe Bennett, Eddy Barrows e Chris Batista contam o que se passou nos primeiros doze meses após a Crise Infinita. Nas semanas 5 a 8, mostradas na edição 2, começa a vigorar o Tratado de Liberdade de Poder, que restringe a circulação de heróis americanos pelo mundo, com o Adão Negro liderando as alianças. O Gladiador Dourado é desmascarado em público, com a ajuda de Ralph Dibny. Enquanto John Henry Irons (o Aço) luta para livrar-se da infecção que o está transformando em aço de verdade, sua sobrinha Natasha se oferece para o programa meta-humano de Lex Luthor. Na edição 3, Homem-Animal, Estelar e Adam Strange continuam tentando sair do planeta-armadilha onde caíram. Na Terra, entra em cena o Supernova, o novo herói de Metrópolis, e a Batwoman, protegendo Gotham. Enquanto isso, Adão Negro visita o Capitão Marvel na Pedra da Eternidade e consegue uma poderosa aliada: Ísis. Só não ganha 10 por causa da chatice da História do UDC, catalogada por Donna Troy. Nota 9,0.


DC Apresenta 4 - Mulher-Gato

Você, leitor da DC ou fã de bons quadrinhos em geral, deve lotar a caixa postal da Panini com cartas ou e-mails, exigindo que a fase da Mulher-Gato escrita por Ed Brubaker e desenhada por Darwyn Cooke seja publicada integralmente, em DC Especial. Se estes primeiros números do Um Ano Depois da personagem, escrito pelo mediano Will Pfeiffer, conseguem ser divertidos assim, o que se pode esperar de dois artistas verdadeiramente inspirados trabalhando juntos? (Sem falar das espetaculares capas de Adam Hughes!) Nesta edição, Selina teve uma filha e passou seu uniforme para sua amiga Holly (aquela biscatinha juvenil do Ano Um do Batman). As duas precisam lidar com um cineasta psicótico empenhado em descobrir suas identidades e fazer "cinema-verdade" com elas. Participação do Pantera, Alan Scott e, claro, Batman. Nota 8,5.